quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Unidades de Conservação Brasileiras


Com o intuito de preservar ambientes do patrimônio natural e cultural do Brasil, foi criada no ano 2000 a Lei Nacional N° 9.985. Conforme essa lei, a União, os estados e os municípios podem criar novas Unidades de Conservação. No Brasil, essas unidades são definidas como áreas que possuem características naturais relevantes e cujo ecossistema necessita de proteção e conservação.
As unidades de conservação ambiental são espaços geralmente formados por áreas contínuas, institucionalizados com o objetivo de preservar e conservar a flora, a fauna, os recursos hídricos, as características geológicas, culturais, as belezas naturais, recuperar ecossistemas degradados, promover o desenvolvimento sustentável, entre outros fatores que contribuem para a preservação ambiental.
A criação dessas unidades de conservação é de fundamental importância para a preservação dos ecossistemas, proporcionado pesquisas científicas, manejo e educação ambiental na busca pela conservação do meio ambiente.
Atualmente o Brasil possui 728 unidades de conservação, sendo que existem diferentes tipos de unidades, cada uma recebendo classificação de acordo com suas características e objetivos a serem atingidos. Essas unidades podem ser destinadas à exploração sustentável de recursos naturais, preservação total do ecossistema, realização de pesquisas, visitação para promover a educação ambiental etc.
Elas são classificadas como: Parques Nacionais, Reservas Biológicas, Reservas Ecológicas, Estações Ecológicas, Áreas de Proteção Ambiental, Áreas de Relevante Interesse Ecológico, Floresta Nacional, Reserva Extrativista, Refúgio de Vida Silvestre, Reserva da Fauna, Reserva de Desenvolvimento Sustentável e Reserva Particular do Patrimônio Natural.
Parque Nacional – Áreas que apresentam características naturais destinadas a pesquisas científicas e educação ambiental.
Reserva Biológica – Unidade de conservação destinada a abrigo de espécies da fauna e da flora com importante significado científico.
Reserva Ecológica – Área de conservação permanente, que objetiva a proteção e a manutenção de ecossistemas.
Estação Ecológica – Espaços destinados à realização de pesquisas básicas aplicadas à proteção do ambiente natural e ao desenvolvimento da educação ambiental.
Áreas de Proteção Ambiental – Unidade de conservação destinada ao desenvolvimento sustentável, sendo que em algumas áreas é permitido o desenvolvimento de atividades econômicas, desde que haja a proteção da fauna, da flora e da qualidade de vida da população local.
Área de Relevante Interesse Ecológico – Área que abriga espécies raras da fauna e flora e que possui grande biodiversidade.
Floresta Nacional – Unidade de conservação estabelecida para garantir a proteção dos recursos naturais, sítios arqueológicos, desenvolvimento de pesquisas científicas, lazer, turismo e educação ambiental.
Reserva Extrativista – Espaço utilizado por populações locais que realizam o extrativismo vegetal e/ou mineral. Essa unidade de conservação objetiva a realização da atividade econômica de forma sustentável.
Refúgio de Vida Silvestre – Área destinada à proteção dos ambientes naturais para a reprodução de espécies da flora local e da fauna migratória.
Reserva da Fauna - Área destinada ao estudo sobre o manejo econômico e sustentável das espécies nativas.
Reserva de Desenvolvimento Sustentável - Visa à preservação da natureza de modo que a qualidade de vida das populações tradicionais seja assegurada.
Reserva Particular do Patrimônio Natural - Área privada que tem por objetivo conservar a diversidade biológica.
 

Fonte: Wagner de Cerqueira e Francisco

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Meio Ambiente


O que é Meio Ambiente
Meio ambiente envolve todas as coisas vivas e não vivas que ocorrem na Terra, ou em alguma região dela, que afetam os ecossistemas e a vida dos humanos. O meio ambiente pode ter diversos conceitos, que são identificados por seus componentes.
Na ecologia, o meio ambiente é o panorama animado ou inanimado onde se desenvolve a vida de um organismo. No meio ambiente existem vários fatores externos que têm uma influência no organismo. A ecologia tem como objeto de estudo as relações entre os organismos e o ambiente envolvente.
Meio ambiente é um conjunto de unidades ecológicas que funcionam como um sistema natural, e incluem toda a vegetação, animais, micro organismos, solo, rochas, atmosfera e fenômenos naturais que podem ocorrer em seus limites. Meio ambiente também compreende recursos e fenômenos físicos  como ar, água e clima, assim como energia, radiação, descarga elétrica, e magnetismo.
Para as Nações Unidas, meio ambiente é o conjunto de componentes físicos, químicos, biológicos e sociais capazes de causar efeitos diretos ou indiretos, em um prazo curto ou longo, sobre os seres vivos e as atividades humanas.
A preservação do meio ambiente depende muito da sensibilização dos indivíduos de uma sociedade. A cidadania deve contemplar atividades e noções que contribuem para a prosperidade do meio ambiente. Desta forma, é importante saber instruir os cidadãos de várias idades, através de formação nas escolas e em outros locais.
No Brasil existe a PNMA, que é a Política Nacional do Meio Ambiente. A PNMA define meio ambiente como o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas.
Meio Ambiente e Sustentabilidade
A sustentabilidade ambiental e ecológica é a manutenção do meio ambiente do planeta Terra, é manter a qualidade de vida, manter o meio ambiente em harmonia com as pessoas. É cuidar para não poluir a água, separar o lixo, evitar desastres ecológicos, como queimadas, desmatamentos. O próprio conceito de sustentabilidade é para longo prazo, significa cuidar de todo o sistema, para que as gerações futuras possam aproveitar.
É importante que a sustentabilidade do meio ambiente seja cada vez uma prioridade para os políticos no poder, para que a conservação do meio ambiente possa ser alcançada.
Meio Ambiente e Reciclagem
A reciclagem é um processo de elevada relevância para a preservação do meio ambiente. Através da reciclagem, é possível diminuir a poluição do ar, água e solo. O grande desafio na área da reciclagem é conseguir educar os cidadãos para que compreendam que cada esforço, por mais pequeno que seja, tem um impacto positivo no meio ambiente envolvente.
Meio Ambiente e Sociologia
No âmbito da sociologia, o meio ambiente é o conjunto de todos os fatores materiais ou imateriais que afetam o indivíduo e que vão desde a paisagem até à mentalidade da época. Os sociólogos partidários da teoria do meio ambiente consideram o indivíduo como produto das suas relações sociais.
O que você pode fazer em beneficio do Meio Ambiente
A decisão de proteger os ambientes naturais e controlar a poluição não está apenas nas mãos dos políticos e grandes industriais. Está sobretudo na rotina diária de cada cidadão comum do planeta. Abaixo, as atitudes que você pode tomar, seguindo o lema: "Pense globalmente, aja localmente".
Reduza desperdícios de toda ordem. Quando mais recursos são desperdiçados, tanto a mais é preciso tirar do meio ambiente.
Evite o consumo desnecessário de energia. Não há produção de energia sem impacto ambiental. Compre eletrodomésticos e lâmpadas eficientes, mantenha seus aparelhos sem vazamentos, não deixe luzes acesas.
Opte por residências com boa iluminação natural, use aquecimento solar.
Reduza o uso de veículos, sobretudo em dias de inversão térmica.
Pelo menos uma vez por semana, deixe seu carro em casa.
Recicle seu lixo. Separe papéis, garrafas, vidros, plásticos e latas. A reciclagem diminui a demanda por matérias-primas virgens e reduz o consumo de energia.
Evite os descartáveis. Embalagens de espuma, frascos “one-way”, latas de cerveja e plástico são materiais difíceis de degradar no ambiente. Também provocam poluição atmosférica, quando queimados.
Reduza o consumo de água. A água encanada demanda energia e tratamento para chegar até sua casa. Evite vazamentos e desperdícios.
Boicote produtos que causam impacto ambiental, como spray com CFC.
Boicote alimentos e mercadorias que implicam na morte de animais selvagens ou dano à flora: palmito silvestres, xaxins, orquídeas, atum, tartaruga (carne, ovos e subprodutos do casco), colares de coral, casacos de pele, bolsas e cintos de jacaré, peças de marfim.
Não compre animais silvestres para criar em casa. Não estimule o comércio ilegal da fauna. Micos, macacos, onças, tucanos, araras, papagaios, tartarugas, peixes ornamentais fazem falta na natureza. Tenha mascotes nascidos e criados em cativeiro.
Não jogue lixo na natureza ou nas ruas das cidades. Não deixe um rastro de sujeira por onde passa.
Use corretamente produtos químicos, pesticidas, substâncias tóxicas. Verifique a destinação adequada dos restos. Não contamine o lixo e o esgoto de sua cidade.
Proteja parques, áreas verdes, praias, rios e mares. Não compre lotes irregulares no litoral. Não construa sobre o mangue.
Outra maneira de preservar o meio ambiente é reduzindo, reutilizando e reciclando o lixo.
Atitudes simples e rotineiras podem fazer a diferença para não só preservar o planeta, mas recuperá-lo. Reveja seus hábitos e adote uma postura consciente para minimizar o impacto no meio ambiente.  

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O que são as matas ciliares


Não são apenas os animais que precisam ser preservados. É muito importante que todos cuidem também da flora, como as florestas nativas e as matas ciliares. Por isso, é fundamental que o modelo agropecuário atual seja revisto para garantir a sustentabilidade econômica e social do produtor rural, mas sem agressão ao meio ambiente.
Matas Ciliares e Reservas Legais
São florestas, ou outros tipos de cobertura vegetal nativa, que ficam às margens de rios, igarapés, lagos, olhos d´água e represas. O nome “mata ciliar” vem do fato de serem tão importantes para a proteção de rios e lagos como são os cílios para nossos olhos.
Já as reservas legais são as áreas de propriedade rural particular onde não é permitido o desmatamento (corte raso), pois visam manter condições de vida para diferentes espécies de plantas e animais nativos da região, auxiliando a manutenção do equilíbrio ecológico. Contudo, as florestas situadas nas reservas legais podem ser manejadas e exploradas com fins econômicos.
Causas da degradação
As pastagens são a principal razão da destruição das matas ciliares. A maior umidade das várzeas e beira de rios permite melhor desenvolvimento de pastagens na estação da seca e, por essa razão, os fazendeiros recorrem a essa opção mais simples.
O desmatamento é outra causa. A Amazônia sofre, ainda hoje, um processo de diminuição contínua devido às políticas de incentivos à pecuária e culturas de exportação (café, cacau etc). O aumento das populações rurais e a prática de sistemas de produção que não são adaptados às condições locais de clima e solo têm sido fatores responsáveis pela destruição de vastas extensões de florestas nativas na região.
Alguns produtores também desmatam para que os igarapés aumentem a produção de água no período de estiagem. Esta realidade deve-se ao fato de as árvores deixarem de “bombear” água usada na transpiração das plantas. Contudo, pesquisas mostram que esta prática, com o tempo, tem efeito contrário, pois com a ausência da mata ciliar ocorre um rebaixamento do nível do lençol freático (de água).
Também as queimadas, utilizadas como prática agropecuária para renovação de pastagens ou limpeza da terra, aparecem como causas de degradação. O efeito das queimadas leva ao empobrecimento progressivo do solo.
Por fim, não é dada às matas ciliares e às reservas legais a devida importância. As atividades de pesquisa e extensão na Amazônia e na maioria das escolas agro florestais no Brasil, por exemplo, privilegiam a destruição das florestas, dando importância secundária à agricultura familiar. Há uma grande falta de informações sobre muitas atividades potenciais e ecologicamente adequadas à região.
Importância Ambiental das Matas Ciliares e das Reservas Legais
As reservas legais e especialmente as matas ciliares cumprem a importante função de corredores para a fauna, pois permitem que animais silvestres possam deslocar-se de uma região para outra, tanto em busca de alimentos como para fins de acasalamento.
Em locais de grande diversidade de espécies de plantas e animais, como em Rondônia, devem ser encontradas plantas e animais raros que somente ocorrem em sua região. Tal fato aumenta a importância das reservas legais. Dizer, por exemplo, que a floresta de uma região é compensada em outra distante, não é verdadeiro. Todo agricultor sabe que nas terras boas ocorrem muitas plantas e animais próprios de terras boas e uma terra fraca não compensa a perda das espécies da terra boa, e vice-versa.
Além disso, as matas ciliares e outras áreas de preservação permanente permitem ao proprietário diminuir os problemas de erosão do solo e manter a qualidade das águas dos rios e lagos da propriedade. Por fim, as matas nas propriedades particulares da Amazônia produzem muitos alimentos de grande importância para a fauna e para o homem. O equilíbrio ecológico só é possível, de fato, com o manejo adequado das florestas e matas e preservação do meio ambiente. 

Fonte: WWF Brasil

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Tráfico de animais silvestres: Um flagelo brasileiro


Uma cena comum no Brasil , e considerada até bonita por muitos, é a da casinha com gaiolas de passarinhos penduradas para fora. Para muitos, essa cena mostra o amor do dono da casa pela natureza e pelos animais. E na maioria das vezes, o amor é real e a pessoa nem imagina as consequências que estão por trás do simples fato de comprar um passarinho em uma feira-livre. No entanto, devido ao imenso volume do comércio ilegal de animais silvestres brasileiros, esse hábito aparentemente inocente acaba sendo responsável por sustentar uma das maiores ameaças à biodiversidade brasileira.
Atualmente, a retirada de espécies selvagens da natureza para suprir o mercado de bichos de estimação é a modalidade de comércio ilegal que mais incentiva o tráfico de animais silvestres no Brasil. Vale lembrar que espécies da fauna silvestre são diferentes das espécies domesticadas pelo homem há milhares de anos. Para que uma espécie passe a ser considerada doméstica (e não amansada ou domada) é necessário que ocorra seleção de certas características, com diferenciação genética e fenotípica, a ponto de se tornar uma espécie distinta da parental, como ocorreu com gatos, cachorros, bois, porcos, etc.
A retirada de animais silvestres da natureza, não apenas gera sofrimento animal, mas pode ter consequências ambientais graves, com ameaça de extinções locais ou extinção da espécie como um todo, até desequilíbrios ecológicos com consequências econômicas.
Através de uma rede nacional capilar de caçadores e de traficantes, literalmente milhões de pássaros, sobretudo araras, papagaios e periquitos, cobras, borboletas, camaleões, jabutis, onças, macacos, peixes e tartarugas são aprisionados e vendidos tanto no mercado nacional quanto no estrangeiro. A quase totalidade dessas criaturas silvestres não sobrevivem aos processos de captura e de armazenamento para o transporte. Cerca de 90% delas morre antes de ser comercializada, por ferimentos, por sufocação, ou simplesmente por falta de comida e de água.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (Onu), o tráfico de animais silvestres é a terceira atividade ilícita mais lucrativa do planeta, perdendo apenas para o tráfico de drogas e para o tráfico de armas. A Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas) estima que o tráfico de animais silvestres movimenta mundialmente cerca de pelo menos dez bilhões de dólares por ano.
O Brasil ocupa um lugar de destaque nessa questão, movimentando aproximadamente quinze por cento desse comércio ilícito, o que equivaleria a cerca de um bilhão e meio de dólares ao ano. Por possuir uma das mais ricas biodiversidades do planeta, nosso país é também um dos mais visados pelos traficantes.
O artigo 1º da Lei nº 5.197/67 (Lei da Fauna) define fauna silvestre como “os animais de quaisquer espécies, em qualquer fase do seu desenvolvimento que vivem naturalmente fora do cativeiro”. Vários tipos de animais que estão na mira de caçadores ilegais e destinados ao tráfico nacional e internacional.
Diferentemente do animal doméstico, o animal silvestre não se acostuma ao cativeiro. Quando retirado do seu habitat natural ele reage negativamente, passando inclusive a ter dificuldade de se desenvolver e de se reproduzir em cativeiro. 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Cortinas de Lodo


Também conhecidas como barreiras de lodo, são usadas para evitar que sedimentos de construção poluam as águas. Cortinas de lodo são barreiras de proteção utilizadas em um ambiente marinho para controlar a poluição causada por sedimentos em suspensão, como o solo lodoso ou pó de pedra.
Quando o escoamento da água ou atividade de construção cria sedimentos nos cursos de água, cortinas de limo são usadas para conter estes sedimentos em suspensão. Ao limitar o sedimento a uma área específica, o resto do canal está protegido contra os efeitos nocivos da poluição.
Em muitas áreas do mundo, o uso da cortina de limo é regulamentado pelos governos para controlar a poluição dos cursos de água.
Nos Estados Unidos, por exemplo, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) e a Lei da Água Limpa foram desenvolvidas para controlar a poluição dos recursos naturais, incluindo os rios e a água. A Lei da Água Limpa especificamente determina o uso de cortinas de limo como uma barreira para conter e reduzir a poluição causada pela construção e procedimentos de estabilização da linha costeira.
Cortinas de limo são também chamadas de barreiras de lodo. Estas formas de proteção estão disponíveis em modelos flutuantes e fixos.
TIPOS
Cortinas de lodo flutuante estão disponíveis em três tipos.
As do tipo I são projetadas para uso em águas calmas. Aplicações de águas calmas incluem pequenos lagos ou canais. Este tipo de cortina de lodo é bem adequado para controle de poluição de sedimentos causados, pelo escoamento da água da chuva associado com a construção ou atividade agrícola em local próximo.
As cortinas flutuantes do tipo II são concebidas para uso em águas médias. Este modelo é mais robusto do que o tipo I. Ele é usado em rios e córregos com uma corrente mais perceptível e atividade de superfície. O II é comumente usado durante a construção ou demolição de pontes para o controle de sedimentos criados durante os esforços de estabilização da linha costeira.
A cortina de lodo flutuante tipo III serve para uso em águas agitadas e cursos de água intercostal. Estas cortinas de limo são projetadas para implantação em áreas que têm altas correntes e atividade pesada de superfície. Comumente vistas em áreas onde há grandes construções perto do canal ou em casos de desastre ambiental, a III é adequada para a limpeza de derramamentos industriais e o controle do escoamento pesado. Modelos III personalizados são muito usados na limpeza e contenção de derramamentos de petróleo.
Barreiras de lodo estacadas e cercas de limo são usadas para o controle de sedimentos em áreas de água muito rasa com corrente muito limitada e nenhuma atividade de superfície. Este tipo é comumente usado em valas na estrada ou canais muito rasos para controlar o escoamento de construção de estradas ou erosão. Ele é projetado para limitar sedimentos em um só lugar, mas não é construído para suportar os mesmos níveis de corrente e atividade de superfície das cortinas de lodo flutuantes.
 
Fonte: Flávia Saad

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Dia da Sobrecarga da Terra: já usamos todos os recursos naturais do ano


Consumo de recursos é totalmente insustentável
Um relatório histórico pede ação imediata, depois de revelar níveis crescentes de consumo e o colapso da biodiversidade. A humanidade está usando atualmente 50 por cento a mais de recursos que o planeta pode fornecer, e até 2030 a capacidade combinada de dois planetas não vai dar conta de apoiar a demanda global, a menos que sejam feitas na mudança dos padrões de consumo.
Esta é a preocupante conclusão do mais recente relatório Planeta Vivo, da WWF, uma checagem sobre a saúde de 2.600 espécies em todo o mundo, que mostra um declínio de 30 por cento em biodiversidade nos últimos 40 anos. Ela ecoa as advertências feitas na última edição, de outubro de 2010.
Entramos oficialmente no “vermelho” nesta terça-feira, 19 de agosto de 2014. Em apenas oito meses, a humanidade estourou o orçamento de recursos naturais disponível para 2014, revela a organização internacional Global Footprint Network (GFN). Isso significa que, a partir de agora, tudo o que for consumido até o fim do ano não será reposto pela natureza.
Medido há 14 anos, o Dia da Sobrecarga da Terra (Earth Overshoot Day, em inglês) alerta quando a pegada ecológica da humanidade excede a capacidade do planeta de repor recursos naturais e absorver resíduos, incluindo o dióxido de carbono (CO2).
Este ano, a efeméride chegou ainda mais cedo. Em 2000 a data caiu em 01/10, e no ano passado foi em 20/08. Segundo a GFN, precisaríamos de um planeta Terra e meio para fechar a conta com saldo positivo. Isso porque também entram no cálculo o desmatamento, a escassez de água, erosão do solo, perda de biodiversidade e o aumento das emissões de CO2 na atmosfera.
Pior: tudo indica que a nossa “dívida ecológica” vai piorar se continuarmos nesse ritmo. Projeções sobre população, uso de energia e produção de alimentos sugerem que a humanidade vai precisar de duas Terras até 2030.
“O uso dos recursos naturais acima da capacidade do planeta está se tornando um dos principais desafios do século 21. É um problema tanto ecológico quanto econômico”, acredita Mathis Wackernagel, presidente da GFN e cocriador da métrica de cálculo da pegada ecológica.
Para resolver o problema, todo mundo tem que entrar na dança!
 
Fonte: www.super.abril.com.br

terça-feira, 19 de agosto de 2014

A biodiversidade corre perigo


Este é o alerta do estudo publicado recentemente por nove cientistas, na revista Science, entre eles Clinton Jenkins, da Universidade do Tennessee, que está no Brasil a convite do Instituto de Pesquisas Ecológicas. Ele revela que, hoje, a extinção de espécies no mundo, provocada pelo homem, é mil vezes maior que a taxa natural.
A taxa atual de extinção das espécies é mil vezes maior do que a taxa natural. Essa é uma das principais conclusões do artigo publicado recentemente na revista Science, fruto de pesquisa feita por nove cientistas. Um deles é Clinton Jenkins, doutorado em ecologia pela Universidade de Tennessee. Contemplado com bolsa do Capes pelo programa Ciência Sem Fronteiras, Jenkis está morando no Brasil como professor convidado do Ipê - Instituto de Pesquisas Ecológicas*, organização brasileira que atua na conservação da biodiversidade.
Do que trata esse estudo publicado na Science
É um resumo de pesquisas sobre biodiversidade dos últimos dez anos feitas por vários pesquisadores. Com ele, criamos um mapa da biodiversidade mostrando as taxas de extinção, a incidência e os riscos de vários grupos — como aves, mamíferos, anfíbios, peixes e plantas.
Também constatamos que, hoje, a taxa de extinção de espécies é mil vezes maior que a taxa natural. A natureza promove uma extinção entre 0,1 e 1 espécie por milhão de espécies por ano. Ou seja, num universo de um milhão de espécies, apenas uma espécie, no máximo, será extinta a cada ano. Mas hoje, neste mesmo universo, está ocorrendo a extinção de mil espécies por ano.
Quantas espécies existem no planeta?
A gente tem uma ideia, mas não sabe exatamente quantas são — cinco, dez, vinte milhões... Mas é verdade que temos um número mais aproximado de alguns grupos. Aves, por exemplo, são cerca de dez mil espécies. Mas os insetos podem ter milhões de espécies. Por isso, quando falamos de extinção temos que usar essas medidas relativas.
Qual é a causa desse aumento de extinção?
É a ação do homem. Quinze anos atrás foram feitas pesquisas que apontavam uma taxa de extinção cem vezes maior do que a natural. Na maioria dos casos, a queda da biodiversidade é causada pela perda de habitat, o desflorestamento, para dar lugar a cidades e a áreas cultiváveis. Também contribuem a introdução de espécies exóticas, que competem com as naturais, e a prática da caça  pelo homem.
Quais as espécies mais ameaçadas?
A dos anfíbios. Esse grupo está passando por um grande problema, uma doença. Na verdade é um fungo que está dizimando os anfíbios, conhecido como BD (Batrachochytrium dendrobatidis). Ninguém entende exatamente como esse fungo funciona e há vários cientistas pesquisando possibilidades de controlá-lo. É um fato novo que provavelmente tem conexão com a humanidade, mas ninguém sabe exatamente porque esse problema surgiu agora.
Quais são as regiões mais vulneráveis?
As regiões tropicais, em geral, são as mais vulneráveis porque possuem mais diversidade biológica. As grandes prioridades hoje são os Andes Tropicais, a ilha de Madagascar, algumas regiões do sudeste da Ásia como Indonésia, e a Mata Atlântica, no sul do Brasil.
Qual é o problema da Mata Atlântica?
É uma das regiões que mais preocupam, porque lá provavelmente já foram extintas algumas espécies. Mas muitas delas podem ser salvas se fizermos um grande esforço, preservando as nascentes da floresta, restaurando algumas áreas e, muito importante, criando conexões entre as matas remanescentes. Há muita fragmentação, muitas florestas isoladas, e isso é muito ruim porque nas florestas isoladas as espécies vão gradualmente desaparecendo. É preciso eliminar esses corredores entre as áreas de florestas.
Qual foi o método empregado para fazer a pesquisa?
Nós utilizamos ferramentas novas para abordar o problema. E hoje ainda há algumas ferramentas que permitem a colaboração pública. Ou seja, qualquer um pode monitorar a biodiversidade, tirar fotos de uma espécie e postar na internet para os pesquisadores identificarem. Dessa maneira, estamos criando um banco de dados com milhões de espécies. É quase um museu virtual. Nós usamos o site iNaturalist* para fazer nossa pesquisa, combinando dados sobre algumas espécies com distribuição restrita, ou seja, endêmicas, com dados sobre a distribuição das espécies em geral e, também, com as informações sobre áreas em que ocorrem desmatamentos. Desta forma, pudemos avaliar os riscos de cada espécie.
Quer dizer que hoje temos muito mais informações sobre biodiversidade?
Sim. E sobre extinções também. Sabemos quais espécies estão em risco e quais partes do mundo são mais importantes. O monitoramento já não é mais um trabalho exclusivo de cientistas, mas de qualquer pessoa que tenha interesse. E monitorar é muito importante.  O desmatamento da Amazônia foi reduzido em 70-80% nos últimos anos graças, em grande parte, ao monitoramento criado pelo governo.
Porque a biodiversidade é importante?
Essa é uma boa pergunta. A importância depende do interesse de cada um, as pessoas têm motivos diferentes. Certamente, a biodiversidade tem valor para a medicina e a economia. Na verdade, ainda não conhecemos o valor, a importância da biodiversidade. Mas, sem dúvida, há um aspecto ético: estamos eliminando essa riqueza do mundo para as gerações futuras. Ninguém quer que, daqui a cem anos, nos acusem de termos eliminado essa preciosidade.  

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Como alimentar o mundo e ainda produzir biocombustíveis


Turbinando as plantas
Um organismo fotossintetizante utiliza a luz solar e o dióxido de carbono para produzir açúcares que alimentam o organismo, liberando oxigênio para a atmosfera.
Mas a fotossíntese é um processo relativamente ineficaz, geralmente capturando apenas cerca de 5% da energia disponível, dependendo de como a eficiência é medida.
No entanto, algumas espécies de plantas, algas e bactérias evoluíram para se tornar mais eficientes, otimizando mecanismos que reduzem as perdas de energia ou melhorando a disponibilização do dióxido de carbono para as células durante a fotossíntese.
Existem inúmeros projetos de pesquisas tentando dar uma mãozinha à evolução, desenvolvendo técnicas para otimizar ainda mais a fotossíntese - sem contar as tentativas reproduzi-la sinteticamente por meio da fotossíntese artificial.
Três dessas equipes acabam de ganhar a confiança - e o dinheiro - da Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NSF) e do Conselho de Pesquisas em Ciências Biológicas e Biotecnológicas do Reino Unido (BBSRC) para prosseguirem em suas abordagens para aumentar a eficiência da fotossíntese.
O objetivo de longo prazo é desenvolver métodos para aumentar a produtividade de culturas importantes, plantadas para a produção de alimentos e biocombustíveis sustentáveis.
Fotossíntese plug-and-play
Alguns micróbios unicelulares captam a energia solar e a convertem em combustível para sua autorreplicação.
O conceito de fotossíntese plug-and-play (conectar e funcionar, em tradução livre) visa distribuir a captura e a conversão de energia para dois ambientes diferentes, de modo que cada ambiente possa ser otimizado para máxima eficiência em seu respectivo papel.
O objetivo da equipe da Dra. Anne Jones, da Universidade Estadual do Arizona, é captar a energia não utilizada, que é dissipada, usando para isso uma célula fotossintética, que transferirá a energia gerada para uma segunda célula para a produção de combustível.
Para fazer essa transferência de energia, a equipe pretende dar um novo uso aos nanofios bacterianos, pequenos fios condutores de eletricidade encontrados em algumas bactérias, com funções que não são ainda completamente compreendidas.
Esses fios serão manipulados por bioengenharia para formar uma ponte elétrica entre as células solares e as células produtoras de combustível - os fios vão conduzir a energia de uma para a outra.
MAGIC - Abordagem Multi-Nível para Geração de Dióxido de Carbono
O objetivo é projetar uma bomba de dióxido de carbono alimentada por luz que irá aumentar a disponibilidade de dióxido de carbono para a enzima que promove a fotossíntese e, assim, aumentar a eficiência fotossintética.
Através da engenharia genética, a equipe já reprojetou uma proteína sensível à luz, chamada halorodopsina, encontrada em um micróbio unicelular chamado Natronomonas pharaonis, que ajuda o micróbio a manter o equilíbrio químico correto bombeando cloreto.
A forma geneticamente modificada da proteína, em vez de bombear cloreto, bombeia dióxido de carbono, que está presente como bicarbonato nas células.
Para avaliar a eficácia da sua bomba alimentada por luz, a equipe implantou-a em uma vesícula artificial. Essa vesícula contém um corante cujo brilho é proporcional aos níveis de dióxido de carbono no interior da vesícula.
A equipe pretende usar o novo financiamento para incorporar a bomba em células de plantas para determinar se o aumento na disponibilidade de dióxido de carbono irá aumentar o crescimento das plantas.
O projeto MAGIC (Multi-Level Approaches for Generating Carbon Dioxide) é coordenado pelo professor John Golbeck, da Universidade do Estado da Pensilvânia.
CAPP - Combinando Algas e Fotossíntese Vegetal
A Chlamydomonas, uma alga unicelular, tem seu próprio pirenoide, uma estrutura esférica que ajuda a alga a assimilar carbono para melhorar sua eficiência fotossintética.
O objetivo da equipe é transplantar o pirenoide e seus componentes associados da alga para plantas superiores, com a esperança de melhorar a eficiência fotossintética dessas plantas e, assim, sua produtividade.
Até agora, a equipe identificou novos componentes do pirenoide e fez progressos no desenvolvimento de um sensor à base de proteínas que será usado para comparar os níveis de bicarbonato em vários compartimentos celulares nas algas.
Esse sensor será usado para ajudar a explicar o mecanismo de concentração de carbono da alga e ajudar a avaliar a eficácia do pirenoide depois de ele ter sido transplantado para as plantas. 

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Crescimento da população, consumo e impacto ambiental


Os cientistas (inclusive os líderes nacionais) temem que o aumento da população esgote os recursos e provoque uma catástrofe social ou econômica se não for contido. A maior parte da população mundial deve aumentar em desenvolvimento durante o século XXI. Esses enfrentam desafios, incluindo baixos níveis de educação, padrões precários de saúde, pobre, pobreza, habitação, esgotamento de recursos naturais, guerras, dominação econômica e política por outros países. No entanto, a relação entre a população e o ambiente é complexa. Os impactos das sociedades humanas sobre possuem três elementos principais interligados: Tamanho da população, riqueza ou consumo e tecnologia. Uma versão expandida da equação separa a tecnologia em dois fatores: Recursos intensidade (quantos recursos são usados para produzir cada unidade de consumo) e de resíduos de intensidade (a quantidade de resíduos que cada unidade de consumo gera) também consideram a sensibilidade do ambiente.
Em 1950 a população do mundo era de 2,5 bilhões, passando a seis bilhões de habitantes em 2000. Os países que tem o maior crescimento populacional são os africanos, liderados pela Libéria (4,50% ao ano), Burundi (3,90%) e Saara Ocidental (3,72%). Na maior parte do mundo, todavia, o crescimento populacional está diminuindo ao longo dos últimos 20 anos. É sintomático que duas nações, as quais concentram 2,6 bilhões de habitantes (37% da população terrestre), têm atualmente índice vegetativo baixo: a Índia com 1,46%, e a China com 0,58%. O Brasil também reduziu sua taxa vegetativa drasticamente nas últimas duas décadas, atualmente em 1,24% ao ano.
A redução do crescimento da população mundial ainda não se fez notar com tanta clareza, já que grande parte das pessoas nascidas nos últimos 50 a 70 anos ainda continua viva. O que se espera é que a redução do crescimento vegetativo médio seja perceptível a partir da metade deste século quando, segundo previsões, a população humana deverá alcançar os nove bilhões e lentamente decair, segundo algumas fontes. A ONU (Organização das Nações Unidas), todavia, prevê que a população continuará a aumentar, chegando a aproximadamente 11 bilhões no final do século. O maior crescimento ocorrerá no continente africano, cuja população deverá chegar aos 4,2 bilhões de habitantes até 2100.
O problema do aumento da população não é apenas o da falta de alimentos, como se temia no passado. Estes são e poderão ser produzidos em quantidades suficientes para abastecer o mundo. A tragédia da fome é relacionada com a especulação financeira sobre safras futuras, a falta de recursos, a corrupção e os conflitos, que privam populações do acesso aos meios de produção e compra dos alimentos básicos.
O impacto do crescimento populacional é mais amplo. Refere-se aos recursos naturais necessários para alimentar, dessedentar, vestir, transportar, aquecer, refrigerar, iluminar e divertir centenas de milhões de seres humanos, que também almejam uma vida melhor. Segundo um estudo do instituto americano Wolfensohn Center for Development, em 2030 aproximadamente cinco bilhões de pessoas, cerca de 2/3 da população global, poderão pertencer à classe média mundial, dispondo de 10 a 100 dólares por pessoa por dia (dependendo do país) para gastar.
O efeito que esta demanda por produtos provocará no meio ambiente é imenso: mineração, agricultura, criação de gado, pesca, indústrias de todos os tipos, construção civil, transportes e fornecimento de energia e água. Além disso, há que se considerar a geração de resíduos de todas estas atividades e o impacto no solo, nas águas e na atmosfera, aumentando as emissões de gases de efeito estufa e acelerando as mudanças climáticas. A expansão das atividades econômicas aumentará a pressão sobre os ecossistemas remanescentes, apressando a destruição de espécies, muitas delas extintas antes de terem sido estudadas.
Cientistas recomendam que para evitar o aumento descontrolado da população, principalmente em países pobres, seja incentivada a educação das mulheres, proporcionando-lhes mais liberdade individual, acesso à informação e a métodos contraceptivos. Esta política deveria ser acompanhada de planejamento familiar esclarecido, livre da tutela do Estado, da religião, de grupos de pressão ou membros da família. 

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

14 de Agosto: Dia do Combate à Poluição


No dia 14 de agosto comemora-se o dia de combate à poluição. Nesse dia, busca-se orientar as pessoas sobre os diversos tipos de poluição e as principais formas de combatê-los.
A poluição é a degradação das características naturais do meio ambiente, sejam elas físicas, químicas ou biológicas. Isso acontece em razão da remoção ou adição de substâncias que prejudicam a natureza, seja no ar, no solo ou na água.
Em virtude do crescimento populacional em todo o mundo, o homem necessita construir novas cidades, moradias, comércios e com isso vai ocupando as áreas reservadas à natureza, para sua sobrevivência e para criar condições de vida.
Desmatam áreas arborizadas para construir indústrias e com isso, retiram boa parte do oxigênio que respiramos, despejando resíduos dessas indústrias sobre nossos rios e mares.
Porém, essa destruição tem causado sérios problemas, pois o bem estar do homem está relacionado com a manutenção e preservação do meio ambiente. Quanto mais se destrói o ambiente, menos condições de vida se têm. Essas condições podem não aparecer hoje, mas as gerações futuras sofrerão as consequências de todos os prejuízos causados à natureza na atualidade.
A poluição das águas, além de resíduos industriais, pode acontecer através de produtos agrícolas, como os venenos e também pela falta de rede de esgoto nas cidades, onde as fezes correm a céu aberto, chegando aos rios e mares. Nas localidades onde não há água tratada, ou redes de saneamento básico, a mesma água contaminada por fezes humanas e animais é a que vai para as casas da população, para o preparo dos alimentos, bem como para beber, tomar banho, lavar roupas, etc., causando a contaminação das pessoas.
Além dos homens, os animais aquáticos sofrem muito com a poluição dos rios, pois o oxigênio das águas é eliminado, fazendo com que não tenham como respirar.
A poluição do ar é causada, principalmente, nos grandes centros urbanos, com a grande movimentação de carros, pela queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural), pela grande quantidade de indústrias, pela geração de energia, etc. Além desses, os produtos sprays, como desodorantes, inseticidas, medicamentos, também liberam substâncias que destroem a camada de ozônio do planeta.
A poluição do ar tem causado o aumento das doenças respiratórias, principalmente nas crianças. Com a chegada do período do inverno, clima frio e seco, doenças como bronquites e pneumonias são mais frequentes, em razão do excesso de poluição a que estamos sujeitos. Além disso, as doenças cardiovasculares também têm aumentado muito em face do excesso de poluição.
A poluição do solo também acontece em razão dos produtos agrícolas, onde usam venenos para matar as pragas das lavouras, levando-os para as camadas superficiais da terra, contaminando também animais, vegetais e a água.
Elementos radioativos também têm sido descartados de qualquer forma, causando a poluição do solo. Pilhas, baterias de celulares, baterias de carros, dentre outros, soltam metais pesados como Níquel, Mercúrio e Cádmio, aumentando essa contaminação.
Além desses tipos de poluição, temos convivido com a poluição sonora, causadora de doenças da modernidade, como o estresse. O barulho intenso das grandes cidades não permite que as pessoas descansem o necessário, causando-lhes irritabilidade e cansaço mental. Isso, ao longo dos tempos, poderá acarretar doenças, pois o corpo fica fragilizado, diminuindo a resistência física das pessoas. 

Fonte: Jussara de Barros

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O poder da natureza e a importância de preservá-la


Engana-se quem pensa que o homem é capaz de dominar a natureza, prova disso são as inúmeras tragédias naturais que vêm aumentando com o decorrer dos anos. São terremotos, tsunamis, enchentes, furacões, tornados, vulcões e muito mais. Tudo vem a demonstrar que estamos vivendo em desequilíbrio com a natureza, e não estamos respeitando sua força avassaladora.
A natureza está por aqui bem antes do surgimento da espécie humana, portanto, se torna a dona de tudo. E, como seres humanos, encontramos em nossa tecnologia e evolução um ego que não cabe em nós, acreditando que podemos fazer e desfazer da Terra sem que soframos nenhum tipo de consequência.
As consequências têm se mostrado extremamente negativas, culminando com a morte de milhares de pessoas ao redor do mundo, acabando com perspectivas e alegrias de muitas famílias.
O poder da natureza
Na Medicina - Além da natureza ter esse poder de mover e remover terras, de proporcionar destruição e transformação de lugares e coisas, ela ainda pode transformar a vida das pessoas. A natureza tem um poder curativo muito grande a começar pelo contato com a mesma, causando um inúmero bem estar, proporcionando sensação de conforto, alegria e equilíbrio.
A natureza, através de suas plantas, raízes e flores também tem poder de curar e tratar muitas doenças, sem que haja a necessidade de usar medicamentos convencionais, feitos em laboratórios. Por exemplo, grande parte dos índios não tem acesso a medicamentos e, por isso, tratam seus doentes usando chás e unguentos com propriedades medicinais, sendo capazes de cicatrizar ferimentos, diminuir febre e cortar diarreia.
Essa medicina alternativa, feita a base de produtos naturais, já ganhou o mundo e, muitas pessoas têm deixado de lado os medicamentos industrializados para se tratar apenas com plantas e ervas. Claro que todos nós sabemos que há determinadas doenças que precisam mesmo de tratamentos convencionais, e, além disso, as ervas medicinais precisam ser usadas com todo o cuidado, pois, ainda que sejam naturais são uma forma de medicamento, portanto, merecem atenção.
Na Alimentação - Os produtos naturais são os mais adequados para que se tenha uma alimentação saudável, especialmente por serem compostos basicamente de fibras e vitaminas. Há bastante tempo que os alimentos têm sido usados como fonte de vida e saúde, já que cada um deles carrega em si uma maneira de auxiliar no melhor funcionamento do organismo.
O uso indiscriminado de alimentos industrializados tem levado a um aumento de uma sociedade obesa e doente. Esses alimentos carregam uma carga imensa de sódio e gorduras, causando doenças como diabetes, colesterol, pressão alta e muito mais, e, muitas delas podem levar a ataques cardíacos e derrames cerebrais, muito deles fatais.
A natureza e a produção de alimentos funcionais
Alimentos funcionais são aqueles naturais ou ainda aqueles que são enriquecidos a partir de aditivos alimentares, tais como minerais, vitaminas, substâncias dietéticas, Ômega 3, culturas bacterianas, antocianinas, fibras (prebióticos, probioticos, dentre outras)carboidratos que possam auxiliar na manutenção da saúde e na diminuição do contágio de doenças. Pesquisadores da área ainda estão buscando avaliar os contras e prós do uso constante de alimentos funcionais na alimentação das pessoas, buscando sempre uma melhor qualidade de vida.
Classificação - De uma maneira generalizada, podem ser classificados em 04 classes básicas: diminuidores de riscos cardiovasculares, compostos antioxidantes, reguladores da parte do organismo relacionada ao trato gastrointestinal e ainda aqueles ligados às funções psicológicas e comportamentais.
Em outros países os alimentos funcionais mais conhecidos e consumidos são os sucos enriquecidos com vitaminas, os iogurtes com probioticos e ainda o pão enriquecido a partir da inclusão dos ácidos graxos ômega 3.
Origem desses alimentos - Essa concepção de alimentos funcionais fora introduzida, num primeiro momento, no Japão, ainda nos anos 80, sendo relacionada a uma forma de cardápio mais individualizada, buscando uma melhor saúde, um estilo de vida, e levando em consideração também o sexo da pessoa e sua necessidade para encontrar alimentos que lhe fazem bem e que lhe fazem mal.
De acordo com a Anvisa o alimento funcional é caracterizado, como um ingrediente ou alimento que, além de cumprir com suas funções basicamente nutricionais, quando ingerido, fazendo parte da alimentação cotidiana, causa benéficos efeitos para a saúde.
Os mesmos tem sido constante alvo de estudos e embora não sejam capazes de promover a cura das doenças, contém substâncias naturais que são capazes de reduzir ou de prevenir o risco de determinadas enfermidades.
Antes de passar a ingerir os alimentos funcionais, é importante que se faça uma consulta a um nutricionista para que as porções e escolhas dos alimentos sejam bem feitas, cumprindo com as necessidades originais de cada pessoa.
O poder da natureza e religião
Há bastante tempo que a Natureza é vista como uma deusa, por isso é respeitada por muitos povos, que inclusive ainda acreditam que a mesma é composta por seres Elementais, que refletem todo o poder da natureza. Esses seres são invisíveis aos olhos humanos, e habitam um universo próprio, mas totalmente relacionado àquele que vivemos, porém, contam com sua filosofia, suas leis, objetivos e forma de viverem a vida especialmente particular.
Podem ser comparados a espíritos que têm uma direta ligação com os elementos naturais.
Esses seres são por isso, denominados espíritos da natureza, já que vivem em permanente contato com a flora e a fauna, as quais possuem a incumbência de defender.
O termo Elemental carrega o significado de “Espírito Divino”, são os espíritos que povoam a natureza. Eles são seres dinamizadores das energias que formam e integram aos Elementais da Natureza.
A denominação de elementais origina-se dos quatro elementos presentes na natureza, que são: Água, Terra, Fogo e Ar, e tinham verdadeiramente, duas formas: a “física”, aquela que era passível de sofrer avaliação através dos sentidos e ainda aquela “espiritual”, ligada a parte de sua essência. 

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Ameaças à Água


Escassez & Desperdício
Escassez - O desenvolvimento desordenado das cidades, aliado à ocupação de áreas de mananciais e ao crescimento populacional, provoca o esgotamento das reservas naturais de água e obriga as populações a buscar fontes de captação cada vez mais distantes. A escassez é resultado do consumo cada vez maior, do mau uso dos recursos naturais, do desmatamento, da poluição, do desperdício, da falta de políticas públicas que estimulem o uso sustentável, a participação da sociedade e a educação ambiental.
Desperdício - Resultado da má utilização da água e da falta de educação sanitária. O desconhecimento, a falta de orientação e informação aos cidadãos são os principais fatores que levam ao desperdício, que ocorre, na maioria das vezes, nos usos domésticos, ou seja, na nossa própria casa. Existem também as perdas decorrentes da deficiência técnica e administrativa dos serviços de abastecimento de água, provocadas, por exemplo, por vazamentos e rompimentos de redes. Essas perdas também se devam à falta de investimentos em programas de reutilização da água para fins industriais e comerciais, pois a água tratada, depois de utilizada, é devolvida aos rios sem tratamento, em forma de efluentes, esgotos e, portanto, poluída.
Estima-se que o desperdício de água no Brasil chegue a 70%.
Onde gastamos nossa água
Em casa - em média, 78% do consumo de água é gasto no banheiro.
No banho: Um banho demorado chega a gastar de 95 a 180 litros de água limpa. Banhos de no máximo cinco a quinze minutos economizam água e energia elétrica. Abra o chuveiro, molhe-se, feche-o, ensaboe-se e depois abra para enxaguar, ao invés de passar o tempo todo com o chuveiro ligado.
Na escovação dos dentes: Escovar os dentes com a torneira aberta gasta até 25 litros. Escove primeiro depois abra a torneira apenas o necessário para encher um copo com a quantidade adequada para o enxágue.
Na descarga: Uma válvula de vaso sanitário no Brasil chega a consumir vinte litros de água tratada quando acionada uma única vez. Aperte apenas o tempo necessário e não jogue lixo no vaso.
Na torneira: Uma torneira aberta gasta de doze a vinte litros/minuto. Pingando, 46 litros/dia.
Na lavagem de louças: Lavar as louças, panelas e talheres com a torneira aberta o tempo todo acaba desperdiçando até 105 litros. O certo é primeiro escovar e ensaboar e depois enxaguar tudo de uma só vez.
Na lavagem de carros: Com a mangueira aberta o tempo todo consome-se, em média, seiscentos litros; com balde, aproximadamente sessenta litros.
Má utilização - Uma das atividades que mais desperdiça água é a irrigação por canais ou por aspersão, em decorrência de métodos ultrapassados e ineficientes. O não reuso da água para atividades industriais também é outro exemplo que mais se relaciona ao desperdício e à falta de políticas públicas eficientes de controle e gestão.
Desmatamento - Em áreas de mata ciliar, que protege as margens dos rios, lagos e nascentes,  provoca sérios problemas de assoreamento dos corpos d´água, carregamento de materiais e resíduos que comprometem a qualidade das águas. Nas áreas de nascentes e cabeceiras, o desmatamento acarreta o progressivo desaparecimento do manancial. Sem cobertura vegetal e proteção das raízes das árvores, as margens dos corpos d´água desbarrancam ocasionando o transbordamento, enchentes e o desvio do curso natural das águas.
Poluição - Durante séculos o homem utilizou os rios como receptores dos esgotos das cidades e dos efluentes das industrias que reúnem grande volume de produtos tóxicos e metais pesados. Essa prática resultou na morte de enormes e importantes rios - no estado de São Paulo o maior exemplo é rio Tietê que corta o estado de leste a oeste, com 1.100 quilômetros de extensão, seguido dos rios Jundiaí, Piracicaba, Pinheiros e outros bastante degradados e castigados pela poluição. Além da poluição direta, por lançamento de esgotos, falta de sistemas de tratamento de efluentes e saneamento, há a chamada poluição difusa, que ocorre com o arrasto de lixo, resíduos e diversos tipos de materiais sólidos que são levados aos rios com a enxurrada. Ao "lavar a atmosfera", a chuva também traz poeira e gases aos corpos d'água.
Nas zonas rurais, os maiores vilões da água são os agrotóxicos utilizados nas lavouras, seguidos do lixo que é jogado nas águas e margens de rios e lagos, além das atividades pecuárias como a suinocultura, esterqueiras e currais, construídos próximos aos corpos d´água.
Há ainda os acidentes com transporte de cargas de resíduos perigosos e tóxicos, rompimento de adutoras de petróleo, óleo, de redes de esgoto e ligações clandestinas. Em algumas regiões, as fossas negras e os lixões podem contaminar os lençóis de água subterrânea.
A crise mundial da água e a desigualdade social
A escassez de água no mundo é agravada em virtude da desigualdade social e da falta de manejo e usos sustentáveis dos recursos naturais. De acordo com os números apresentados pela ONU - Organização das Nações Unidas - fica claro que controlar o uso da água significa deter poder.
As diferenças registradas entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento chocam e evidenciam que a crise mundial dos recursos hídricos está diretamente ligada às desigualdades sociais. Em regiões onde a situação de falta d´água já atinge índices críticos de disponibilidade, como nos países do Continente Africano, a média de consumo de água por pessoa é de dezenove metros cúbicos/dia, ou de dez a quinze litros/pessoa. Já em Nova York, há um consumo exagerado de água doce tratada e potável, onde um cidadão chega a gastar dois mil litros/dia.
Segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), menos da metade da população mundial tem acesso à água potável. A irrigação corresponde a 73% do consumo de água, 21% vai para a indústria e apenas 6% destina-se ao consumo doméstico. Um bilhão e 200 milhões de pessoas (35% da população mundial) não têm acesso a água tratada. Um bilhão e 800 milhões de pessoas (43% da população mundial) não contam com serviços adequados de saneamento básico. Diante desses dados, temos a triste constatação de que dez milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência de doenças intestinais transmitidas pela água.
Doenças de veiculação hídrica
Transmitidas diretamente através da água, geralmente em regiões desprovidas de serviços de saneamento: cólera, febre tifóide, febre paratifóide, desinteria bacilar, amebíase ou desinteria amebiana, hepatite infecciosa, poliomielite.
Transmitidas indiretamente através da água: esquistossomose, fluorose, malária, febre amarela, bócio, dengue, tracoma, leptospirose, perturbações gastrointestinais de etiologia escura, infecções dos olhos, ouvidos, gargantas e nariz.
Até o ano 2000, relatórios do Banco Mundial apontavam que seria necessário investir US$ 800 bilhões em tratamento e abastecimento de água para minimizar as desigualdades sociais e enfrentar a situação de falta de saneamento básico, como uma importante ferramenta de saúde pública.
Segundo Martin Gambril, representante do Banco Mundial o valor econômico da água é fator fundamental na busca do desenvolvimento sustentável. "O caso do Rio Nilo, na África, é o exemplo mais evidente de que o valor da água não é só o econômico e sim uma questão de sobrevivência total. O governo do Egito já declarou ao governo da Etiópia, de onde vem mais de 80% da água do Rio Nilo, que se a Etiópia tirar mais uma gota desse rio, isso seria interpretado como uma declaração de guerra. É o extremo da crise e dos conflitos pelo uso da água".
A Agenda 21, elaborada durante a Conferência Mundial das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, a Eco-92, dedicou um capítulo especial à questão da água, onde preconiza o uso sustentável dos recursos hídricos, orientando todas as nações para a extrema necessidade de recuperar e garantir a qualidade das águas. Porém, passados quase dez anos, o mundo volta a discutir o mesmo tema, pois ainda assistimos à constante degradação dos rios, dos mananciais superficiais e subterrâneos e a padrões não sustentáveis de consumo de água.
Para reverter esse quadro, a Agenda 21 preconiza que é fundamental a participação efetiva de toda sociedade na gestão dos recursos hídricos. Do II Fórum Mundial da Água, realizado em março de 2000, em Haia, na Holanda, surge o documento denominado "Visão 21- Água para o Povo", com intuito de fazer com que até o ano de 2025 todos os povos tenham acesso às condições básicas de saneamento de abastecimento de água.
No Brasil dos contrastes, segunda maior potência em reserva de água doce do mundo, onde convivemos com situações de seca semelhantes às dos países que praticamente não têm água, a questão dos recursos hídricos e do saneamento toca profundamente nas relações de poder e de participação da sociedade nos processos de decisão. A mais importante conclusão é de que o acesso à água para atender às necessidades básicas é direito de todos.
A questão fundamental para garantir esse direito não é tecnológica, nem a falta de recursos financeiros, mas essencialmente a falta de comunicação para que todos possam ter acesso à informação adequada e de modo apropriado. Podemos concluir dizendo que a questão vital da água, a erradicação da miséria em todo o mundo, principalmente a partir do acesso às condições mínimas de higiene, saneamento e água potável.
Nota
A Sabesp calcula que o Estado de São Paulo, perde diariamente 40% da água tratada, o que representa cerca de 1,3 bilhão de litros/dia: daria para abastecer duas cidades do porte de Curitiba. 

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

EBOLA


Se contraído, o Ebola é uma das doenças mais mortais que existem. É um vírus altamente infeccioso que pode matar mais de 90% das pessoas que o contraem, causando pânico nas populações infectadas.
A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) tratou centenas de pessoas com a doença e ajudou a conter inúmeras epidemias ameaçadoras.
“Eu estava coletando amostras de sangue de pacientes. Nós não tínhamos equipamentos de proteção suficientes e eu desenvolvi os mesmo sintomas”, diz Kiiza Isaac, um enfermeiro ugandense. “No dia 19 de novembro de 2007, recebi a confirmação do laboratório. Eu havia contraído Ebola”.
Fatos
A primeira vez que o vírus Ebola surgiu foi em 1976, em surtos simultâneos em Nzara, no Sudão, e em Yambuku, na República Democrática do Congo, em uma região situada próximo do Rio Ebola, que dá nome à doença.
Morcegos frutívoros são considerados os hospedeiros naturais do vírus Ebola. A taxa de fatalidade do vírus varia entre 25 e 90%, dependendo da cepa.
“MSF foi para Bundibugyo e administrou um centro de tratamento. Muitos pacientes receberam cuidados. Graças a Deus, eu sobrevivi. Depois da minha recuperação, me juntei a MSF”, conta Kiiza.
Estima-se que, até janeiro de 2013, mais de 1.800 casos de Ebola tenham sido diagnosticados e quase 1.300 mortes registradas.
Primeiramente, o vírus Ebola foi associado a um surto de 318 casos de uma doença hemorrágica no Zaire (hoje República Democrática do Congo), em 1976. Dos 318 casos, 280 pessoas morreram rapidamente. No mesmo ano, 284 pessoas no Sudão também foram infectadas com o vírus e 156 morreram.
Há cinco espécies do vírus Ebola: Bundibugyo, Costa do Marfim, Reston, Sudão e Zaire, nomes dados a partir dos locais de seus locais de origem. Quatro dessas cinco cepas causaram a doença em humanos. Mesmo que o vírus Reston possa infectar humanos, nenhuma enfermidade ou morte foi relatada.
MSF tratou centenas de pessoas afetadas pelo Ebola em Uganda, no Congo, na República Democrática do Congo, no Sudão, no Gabão e na Guiné. Em 2007, MSF conteve completamente uma epidemia de Ebola em Uganda.
O que causa o Ebola
O Ebola pode ser contraído tanto de humanos como de animais. O vírus é transmitido por meio do contato com sangue, secreções ou outros fluídos corporais.
Agentes de saúde frequentemente são infectados enquanto tratam pacientes com Ebola. Isso pode ocorrer devido ao contato sem o uso de luvas, máscaras ou óculos de proteção apropriados.
Em algumas áreas da África, a infecção foi documentada por meio do contato com chimpanzés, gorilas, morcegos frutívoros, macacos, antílopes selvagens e porcos-espinhos contaminados encontrados mortos ou doentes na floresta tropical.
Enterros onde as pessoas têm contato direto com o falecido também podem transmitir o vírus, enquanto a transmissão por meio de sêmen infectado pode ocorrer até sete semanas após a recuperação clínica.
Ainda não há tratamento ou vacina para o Ebola.
Sintomas
No início, os sintomas não são específicos, o que dificulta o diagnóstico.
A doença é frequentemente caracterizada pelo início repentino de febre, fraqueza, dor muscular, dores de cabeça e inflamação na garganta. Isso é seguido por vômitos, diarreia, coceiras, deficiência nas funções hepáticas e renais e, em alguns casos, sangramento interno e externo.
Os sintomas podem aparecer de dois a 21 dias após a exposição ao vírus. Alguns pacientes podem ainda apresentar erupções cutâneas, olhos avermelhados, soluços, dores no peito e dificuldade para respirar e engolir.
Diagnóstico
Diagnosticar o Ebola é difícil porque os primeiros sintomas, como olhos avermelhados e erupções cutâneas, são comuns.
Infecções por Ebola só podem ser diagnosticadas definitivamente em laboratório, após a realização de cinco diferentes testes.
Esses testes são de grande risco biológico e devem ser conduzidos sob condições de máxima contenção. O número de transmissões de humano para humano ocorreu devido à falta de vestimentas de proteção.
“Agentes de saúde estão, particularmente, suscetíveis a contraírem o vírus, então, durante o tratamento dos pacientes, uma das nossas principais prioridades é treinar a equipe de saúde para reduzir o risco de contaminação pela doença enquanto estão cuidando de pessoas infectadas”, afirma Henry Gray, coordenador de emergência de MSF durante um surto de Ebola em Uganda em 2012.
“Nós temos que adotar procedimentos de segurança extremamente rigorosos para garantir que nenhum agente de saúde seja exposto ao vírus, seja por meio de material contaminado por pacientes ou lixo médico infectado com Ebola”.
Tratamento
Ainda não há tratamento ou vacina específicos para o Ebola.
O tratamento padrão para a doença limita-se à terapia de apoio, que consiste em hidratar o paciente, manter seus níveis de oxigênio e pressão sanguínea e tratar quaisquer infecções. Apesar das dificuldades para diagnosticar o Ebola nos estágios iniciais da doença, aqueles que apresentam os sintomas devem ser isolados e os profissionais de saúde pública notificados. A terapia de apoio pode continuar, desde que sejam utilizadas as vestimentas de proteção apropriadas até que amostras do paciente sejam testadas para confirmar a infecção.
MSF conteve um surto de Ebola em Uganda em 2012, instalando uma área de controle entorno do centro de tratamento.
O fim de um surto de Ebola apenas é declarado oficialmente após o término de 42 dias sem nenhum novo caso confirmado.