sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Compensação Ambiental


A compensação ambiental é um mecanismo financeiro que visa contrabalançar os impactos ambientais previstos ou já ocorridos na implantação de empreendimento. É uma espécie de indenização pela degradação, na qual os custos sociais e ambientais identificados no processo de licenciamento são incorporados aos custos globais do empreendedor.

Todo empreendimento tem potenciais impactos negativos sobre a natureza. A criação de usina hidrelétrica em geral causa a inundação da vegetação existente na área destinada à formação do reservatório, um impacto ambiental significativo, em especial quando leva à inundação de extensas áreas. Com isto é prejudicada a parcela do ecossistema onde se insere o empreendimento, que sofre perdas expressivas de espécies vegetais e animais.

Há impactos ao meio ambiente que não são passíveis de mitigação, ou seja, não é possível a reversão do dano. São exemplos disso, a perda da biodiversidade de uma área ou a perda de áreas representativas dos patrimônios cultural, histórico e arqueológico. Nestes casos, o poder público - através do art. 36 da lei do SNUC - determinou que a compensação das perdas se daria por intermédio da destinação de recursos para a manutenção ou criação de unidades de conservação. A compensação faz com que o empreendedor que altere uma parcela do ambiente natural com a implantação do seu projeto, seja obrigado a viabilizar a existência de uma unidade de conservação de proteção integral, espécie de UC cujo o objetivo é manter, para as futuras gerações, uma área de características as mais semelhantes possíveis às da região afetada.

A arrecadação e destinação dos recursos está relacionada à execução do licenciamento ambiental: se o processo é estadual ou municipal, cabe ao órgão ambiental estadual já que responsável pelo licenciamento nestas esferas; se o processo de licenciamento é federal, caberá ao Comitê de Compensação Ambiental Federal (CCAF), órgão colegiado presidido pelo IBAMA, por sua vez o órgão licenciador federal. O Instituto Chico Mendes, órgão responsável pela gestão das unidades de conservação federais, será envolvido sempre que o empreendimento afetar estas unidades.

Ainda na esfera federal está a Câmara Federal de Compensação Ambiental (CFCA), um colegiado composto por membros dos setores público e privado, da academia e da sociedade civil, criado no âmbito do Ministério do Meio Ambiente. Ele supervisiona e orienta o cumprimento da legislação referente à compensação ambiental oriunda do licenciamento ambiental federal, além de estabelecer prioridades e diretrizes e auditar a aplicação dos recursos da compensação ambiental federal.

Os recursos arrecadados na compensação ambiental de um empreendimento devem ser aplicados de acordo com uma ordem de prioridade (art. 33 do decreto 4340/02): 1º a regularização fundiária e demarcação das terras; 2º elaboração, revisão ou implantação de plano de manejo; 3º aquisição de bens e serviços necessários à implantação, gestão, monitoramento e proteção da unidade, compreendendo sua área de amortecimento; 4º o desenvolvimento de estudos necessários à criação de nova unidade de conservação; e 5º o desenvolvimento de pesquisas necessárias para o manejo da unidade de conservação e área de amortecimento.



Fonte: www.oeco.org.br

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

ESPÉCIE ENDÊMICA


Uma espécie endêmica é aquela espécie animal ou vegetal que ocorre somente em uma determinada área ou região geográfica. O endemismo é causado por quaisquer barreiras físicas, climáticas e biológicas que delimitem com eficácia a distribuição de uma espécie ou provoquem a sua separação do grupo original. Quando a separação ocorre por um longo período, o grupo isolado sofre uma seleção natural que desenvolve nele uma diferenciação de outros membros da espécie.

O ambiente isolado tem características de clima, solo e água distintos dos demais e seleciona as espécies que lá vivem de uma forma única: determinadas espécies só se desenvolverão naquele ambiente. Por isto, quanto maior for o grau de especificidade do ambiente, maior o grau de endemismo - isto é, maior o índice de espécies endêmicas.

Ilhas, áreas cortadas por rios, arquipélagos remotos, cadeias de montanhas, alagamentos, diferentes tipos de solos e diferentes biomas criam barreiras que favorecem o surgimento de espécies endêmicas. A ilha de Madagascar e continente da Austrália são exemplos de regiões de alto grau de endemismo. Cada qual apresenta inúmeras espécies que só podem ser encontradas nestes lugares, como os lêmures, os baobás, os coalas e cangurus.

No Lago Baikal, na Rússia, 80% das 3.500 espécies animais e vegetais recenseadas não existem em nenhum outro lugar do mundo. A Mata Atlântica é outro exemplo: embora boa parte da floresta tenha sido devastada, ela ainda abriga 20 mil espécies de plantas, das quais 8 mil são espécies endêmicas.

Não é raro, por exemplo, ouvirmos falar de espécies endêmicas da Amazônia. Isso porque o ambiente diverso, com características de tempo, solo e água distintos das demais florestas do mundo faz com que determinadas espécies só se desenvolvam lá. Quanto maior for o grau de especificidade do ambiente, maior o índice de espécies endêmicas.

A Mata Atlântica é um exemplo dessa especificidade e com visitas constantes de estudiosos para que estes possam descobrir novos espécimes, o que não é raro quando se trata da localização em questão. A biodiversidade dela é muitas vezes comparada à própria Amazônia. Embora boa parte tenha sido devastada, a Mata Atlântica ainda conserva muito das suas características peculiares. 60% das espécies de árvores encontradas lá são consideradas endêmicas e, do mesmo modo, cerca de oito mil espécies vegetais. Tudo isso contando apenas o aspecto botânico.

Consideram-se endêmicos também animais que não sobrevivem ou não são encontrados em outras regiões. A Mata Atlântica é uma das cinco regiões mais importantes do mundo quando se trata do assunto, e referência por estudiosos de tais seres vivos em todo o mundo. Cerca de cinquenta e cinco espécies de mamíferos já catalogados na Mata Atlântica apontam características endêmicas, sem contar as diversas espécies de anfíbios, que são característicos da região.

Segundo pesquisas de organizações não governamentais que trabalham no bioma da Mata Atlântica, 39% dos mamíferos encontrados na Mata são endêmicos, acompanhados de 15% dos primatas, principalmente quando se trata da diversidade de micos (específicos de cada área dentro do próprio bioma), 160 espécies de aves e 183 de anfíbios.

Todos esses dados revelam a grande importância da preservação das matas nacionais. Os índices de devastação dos principais biomas brasileiros causam perdas irreparáveis tanto para o país como para a ciência e algumas mesmo com tentativa de preservação são irreparáveis.

Para ter uma ideia da gravidade, uma vez extinta uma determinada espécie, torna-se impossível reproduzi-la em outro ambiente, uma vez que a adaptação natural só se dá naquele determinado bioma. Segundo os cientistas, as características que diferenciam uma espécie da outra se dão justamente pela interação com o meio ambiente através de mudanças adquiridas com o tempo.

Espécies como o mico leão da cara dourada, endêmico da Mata Atlântica na região sul da Bahia, tem cada vez menos chance de sobreviver, visto os altos índices de devastação e desmatamento na região. A preservação dessas regiões está diretamente ligada à sobrevivência dessas espécies.

Finalizando

Por fim, espécies indígenas (ou nativas) e espécies endêmicas não se confundem: ambas são originárias de uma determinada área, mas as indígenas também podem ocorrer em outros lugares.

Fonte: www.oeco.org.br

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

ECÓTONOS


Um ecótono é uma região resultante do contato entre dois ou mais biomas fronteiriços. São áreas de transição ambiental, onde entram em contato diferentes comunidades ecológicas -- isto é, a totalidade da flora e fauna que faz parte de um mesmo ecossistema e suas interações. Por isso, os ecótonos são ricos em espécies, sejam elas provenientes dos biomas que o formam ou espécies únicas (endêmicas) surgidas nele mesmo.

As características singulares dos ecótonos fazem com que mereçam atenção especial de conservação: o traço principal é o fato de ser um ecossistema formado entre outros ecossistemas. Tamanho, microclima, recursos de que dispõe e as combinações de espécies são diferentes em cada ecótono, que, por sua vez, são fatores influenciados por clima, altitude, latitude, longitude e tipo de solo.

Ecótonos são áreas dinâmicas que, com o tempo, podem mudar de largura e até de posição, em razão de mudanças ambientais, como o fenômeno da sucessão ecológica. Dado a este dinamismo, são regiões sensíveis a mudanças climáticas globais e, portanto, considerados por cientistas como seus potenciais indicadores.

Ecótonos no Brasil

Um estudo de 2003 realizado pelo IBAMA determinou os três principais ecótonos no Brasil: o Cerrado-Amazônia, que representa 4,85 % do território brasileiro (maior que os biomas Campos Sulinos e Costeiro juntos); o Caatinga-Amazônia, que corresponde a 1,7%; e o Cerrado-Caatinga, com 1,3%. O mapeamento também mostrou que há desequilíbrio entre o tamanho relativo dos ecótonos (e biomas) no território nacional e o percentual deles que é coberto por unidades de conservação de proteção integral: no Cerrado-Caatinga apenas 3.33% são protegidos; na Caatinga-Amazônia, 0,05%; e, no Cerrado-Amazônia 0,01%.

O ecótono Cerrado-Amazônia está localizado dentro do arco do desmatamento da Amazônia e já perdeu cerca de 60% de sua cobertura florestal. Lá se encontra a maior concentração de matas secas do país. É também habitat de espécies endêmicas, como os saguis, o peixe-boi e o boto-cinza.



Fonte: www.oeco.org.br

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

REFAUNAÇÃO & DEFAUNAÇÃO


Refaunação

No inglês, rewilding - é uma ação de conservação cujo objetivo é restaurar e proteger os processos naturais de ecossistemas prejudicados pela extinção local de espécies, através da reintrodução destes animais extintos nestes ambientes. O termo foi criado nos anos 90 pelo conservacionista e ativista Dave Foreman, como um método para preservar os ecossistemas funcionais e reduzir a perda de biodiversidade.

Estudos recentes revelam surpreendentes taxas de declínio e extinção de animais e confirmam a importância das espécies animais para o funcionamento dos ecossistemas: eles proveem alimento, polinizam e dispersam plantas, controlam pragas e doenças. De forma mais ampla, esses estudos demonstram que, ou revertemos o ritmo dessa perda (a defaunação), ou os seus danos tornarão a própria vida humana insustentável. Não basta apenas a preservação de áreas naturais ou reflorestamento de territórios outrora degradados. É preciso também recuperar a biodiversidade animal destas áreas.

A reversão ativa da extinção de animais é uma proposta tão desafiadora quanto a prevenção de extinções. As tentativas em curso incluem a reprodução de animais em cativeiro com a esperança da reintrodução de espécies predadoras e espécies-chave em áreas onde estas se tornaram localmente extintas e na conexão de áreas protegidas fragmentadas, através de corredores ecológicos.

Um exemplo bem próximo é o do mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia). Nas florestas da Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro, esta espécie foi quase extinta, mas graças a um bem-sucedido projeto de refaunação foi possível recriá-la em cativeiro e reinseri-la em seu habitat. Após três décadas de esforço, os micos que estavam prestes a desaparecer, agora são comuns nas matas.

A preservação desta espécie vai além de um ato de benevolência: esse primata é um eficiente dispersor de sementes. As sementes são a base de uma rica vegetação que, por sua vez, servirá de filtro biológico para proteger rios e córregos que, enfim, serão importantes fontes de água potável.

São cada vez mais comuns os projetos de refaunação ao redor do mundo, vários bem-sucedidos. A Escócia conseguiu recuperar os porcos selvagens após um crítico declínio populacional provocado pela caça: por lá, esses animais também são importantes dispersores de sementes e aram o solo. Na Europa, desde 2011, a iniciativa "Rewilding Europe" (em tradução livre, Fazendo refaunação na Europa) tem propostas como refaunar 1 milhão de hectares de terra no oeste da Península Ibérica até 2020, com espécies ameaças nativas do continente. Outros projetos da mesma iniciativa incluem ações de refaunação no delta do rio Danúbio, sul das montanhas Cárpatos e montanhas Alpeninos.

Defaunação

É a diminuição acelerada e drástica de espécies animais, com efeitos negativos sobre a demografia, diversidade biológica e a manutenção de ecossistemas. Esta perda global de espécies é reconhecida hoje como um problema tão grave e impactante quanto o desmatamento: do maior mamífero ao menor inseto, o desaparecimento de animais também alterará forma e função dos ecossistemas dos quais toda a humanidade depende. Pior, a perda da fauna é um evento que passa despercebido. Enquanto imagens de satélite podem detectar mudanças rápidas de desmatamento, é mais difícil perceber que uma espécie animal desapareceu.

A perda de espécies sempre ocorreu na história da Terra, pois pode ser causada por motivos como catástrofes naturais de grande impacto ou eventos geológicos, como erupções de vulcões, terremotos ou glaciação. Há 11,5 mil anos, no período Pleistoceno, a fauna planetária era mais abundante e diversa do que nos tempos atuais. Mas, desde então, o número e a diversidade de espécies animais têm declinado. Mamutes e tigres dentes-de-sabre estão entre espécies emblemáticas que foram extintas a partir daquela era.

A maioria das evidências científicas sugere que são os seres humanos os responsáveis por estas extinções, provocadas por atividades como destruição de habitat, ecossistemas e a caça.

Para a comunidade científica, outro indício do papel humano é a rapidez de desaparecimento da biodiversidade. A velocidade de extinções é estimada em mil vezes superior àquela com que esse processo ocorreria naturalmente. Estima-se que existam atualmente entre 5 e 9 milhões de espécies animais no planeta e, no atual ritmo, perde-se a cada ano algo em torno de 11 mil a 58 mil. Neste ritmo, este pode se tornar um período de extinção em massa, tal qual as 5 grandes extinções do passado.
Declínios do número e população de espécies ocasionam um efeito cascata sobre o funcionamento dos ecossistemas, que também afetam o bem-estar humano através da perda de serviços ambientais imprescindíveis à sua sobrevivência. Os animais proveem alimento, polinizam e dispersam plantas, além de ajudar a controlar pragas e doenças.

Por exemplo, o processo de polinização corre risco. Insetos polinizam 75% da produção agrícola do mundo. A redução na fauna de abelhas e outros polinizadores pode reduzir a produção de alimentos. A defaunação também afeta a qualidade da água: o declínio de sapos e pererecas permite o aumento das algas e detritos que os alimentam. Isso contribui para a eutrofização de corpos d'água, que se tornam impróprios para o consumo e para a própria vida aquática.



Fonte: www.oeco.org.br

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Você sabe o que é SENCIÊNCIA


Bichos mais abaixo na escala evolutiva também teriam inteligência e sentimentos, só que em níveis distintos. O biólogo Marc Bekoff, da Universidade do Colorado confirma: “As evidências de hoje indicam que muitos animais sentem alegria, tristeza, pena…”, diz.

Então vamos lá, numa definição rápida, Senciência é a “capacidade de sofrer, sentir prazer ou felicidade”. A palavra senciência é muitas vezes confundida com sapiência, que pode significar conhecimento, consciência ou percepção. As duas palavras podem ser diferenciadas olhando-se suas raízes latinas: sentire é “sentir” e sapere é “saber”. Senciência, portanto, é a capacidade de sentir. É um conceito que combina os termos “sensibilidade” e “consciência”.

É curioso notar que “senciência” não consta no dicionário Aurélio, mas seu adjetivo, “senciente”, sim. O dicionário Aurélio de 1999 define “senciente” como “que sente”. Um bom sinal, já que procurei no meu exemplar de 1995 e não encontrei nem isso! Bom, para evitar equívocos linguísticos, a proposta foi o uso de um substantivo correspondente. Assim, o termo “senciência” será empregado de forma associada à consciência: capacidade de ter sentimentos associados à consciência.

Nos últimos anos, inúmeros estudos sobre a senciência dos animais vem sendo realizados, mas,  infelizmente, durante milênios, os animais foram vistos como seres de quinta categoria,  a serviço da humanidade, através da alimentação e do esforço, sempre em benefício dos seres humanos, num esquema estranho de “superioridade”.

No século XVII, René Descartes, proeminente filósofo que cunhou a emblemática frase “Penso, logo existo”, trazia consigo uma concepção meramente radical e antropológica, ou seja, que os animais eram seres mecânicos, desprovidos de dor, portanto, era amplamente favorável às pesquisas laboratoriais, como a prática da vivissecção.

Já no século XIX, Jeremy Bentham dizia que o ponto crucial entre a compaixão dos humanos perante aos animais não era se estes eram dotados de razão ou linguagem, mas sim se eram capazes de sofrer.
 
Por que estudar a Senciência Animal

Porque sem uma convicção da senciência, não podemos estudar Bem-Estar animal. Sendo um estado mental, bem-estar somente pode existir em seres sencientes e as respostas são importantes se quisermos evoluir na forma como tratamos os animais, de modo a causar menos sofrimento, seja em Animais de Produção, Animais de Laboratório, Animais de Trabalho e até aos nossos amados Animais de Estimação. 

Entendam, por cada um, que:

1 - Animais de Produção são todos aqueles que nos fornecem proteína animal para o consumo humano, seja ela em forma de carne, leite, ovos ou couro. Grande parte da população mundial consome esses produtos sem saber se esses animais foram tratados de maneira digna durante seu período produtivo.

2 - Animais de Laboratório são as cobaias usadas para os mais diversos testes de medicamentos, cosméticos, técnicas cirúrgicas e mais uma infinidade de finalidades das quais também o bem-estar é bem duvidoso, senão, cruel.

3 - Animais de Trabalho são aqueles usados comumente em fazendas para facilitar a tração de cargas pesadas e até nas cidades, puxando carroças igualmente pesadas que todos nós vemos frequentemente nas ruas trabalhando sob sol escaldante, magros e com péssimas condições de saúde.

4 - Sabemos, também, que não é difícil encontrar Animais de Estimação que sofrem maus tratos, apanham, passam fome e sede.

Apesar de polêmicas, deixo todas essas questões para um outro debate, quero aqui elucidar que os estudos a respeito do Bem-Estar Animal são, sim, importantes, quiçá fundamentais, em todas as áreas que utilizem os animais para qualquer que seja a sua finalidade.

Tal definição da Senciência Animal encontra grande ceticismo em alguns segmentos do ambiente científico. Por outro lado a senciência de um ser humano também não pode ser provada cientificamente. O acesso à mente e aos sentimentos de outros indivíduos é limitado porque não podemos adentrar a esfera privada de outro indivíduo, humano ou não. Ao se considerar a vida emocional dos animais, alguns podem ser bastante críticos, exigindo alguma prova científica. Ninguém algum dia provou o contrário, que os animais não sentem, mas esta incerteza raramente é levantada.

Entendia-se, primeiramente, que o córtex cerebral na espécie humana seria o responsável pela consciência.   Mas, depois de reiterados estudos, concluiu-se que as zonas cerebrais responsáveis pela inteligência, memória, bondade são as mesmas entre humanos e animais, dadas as devidas distinções na escala evolutiva de cada um.

Outra teoria da existência da senciência está baseada no fato de que os animais vertebrados apresentam todas as estruturas cerebrais envolvidas com os sentimentos em seres humanos. Segundo Peter Singer, a parte do cérebro associada às emoções e aos sentimentos, o diencéfalo, está bem desenvolvida em muitas espécies animais, particularmente nos mamíferos e pássaros. Por meio dessas semelhanças anatômicas, os cientistas têm observado que os animais respondem fisiologicamente à dor física e psíquica (medo, ansiedade, depressão, stress) da mesma maneira que os humanos o fazem. Por isso, quando sentem alguma dor, os animais se comportam de um jeito muito parecido com o dos humanos, e o seu comportamento é suficiente para justificar a convicção de que eles sentem dor e, portanto, são conscientes.

No entanto, é bastante controverso, mesmo entre ativistas e estudiosos dos direitos animais, quais animais não-humanos podem ser considerados sencientes. A senciência é amplamente reconhecida em todos os animais vertebrados – portadores de sistema nervoso central -, o que inclui quase todos os animais usados comumente pelo ser humano em suas atividades. Esta definição, porém, enfatiza apenas um critério para a existência de senciência: a manifestação (a nós, perceptível) da dor.

Existem, porém, outros sinais exteriores que evidenciam que outras espécies de animais experimentam o mundo de forma individual, como a existência de órgãos sensoriais que evidenciam uma necessidade de interpretar imagens, sons ou odores captados a partir dos respectivos sentidos. Esse conceito abrange não apenas animais vertebrados, mas também animais invertebrados como insetos, moluscos e aracnídeos e, portanto, corresponde a todos os animais que são tradicionalmente usados pelo ser humano. Por esta definição, apenas esponjas seriam animais não-sencientes.

Cuidado

Não se deve confundir senciência com autoconsciência, que é o conceito que define a consciência que cada um tem de ser um indivíduo único, separado dos demais seres. ParaPeter Singer, quanto maior o grau de autoconsciência, maior é a percepção que o animal tem do tempo. A autoconsciência geralmente é “constatada” pelo teste do reconhecimento no espelho. Tal teste, porém, tem como referência a visão, o sentido que é, de modo geral, privilegiado pelos seres humanos, e como tal, negligencia o fato de que outros sentidos (como o olfato ou a audição) são mais importantes para determinadas espécies animais. Desse modo, ele é tido como um método antropocêntrico de se constatar a autoconsciência de um animal. Sabe-se, por exemplo, que o cão não “passa” no teste do espelho e, no entanto, reconhece os indivíduos de sua espécie primordialmente através do olfato.

Num estudo focando a senciência animal, Hötzel e sua equipe demonstraram, em 2005, um trabalho com vacas leiteiras, em que os animais são capazes de sentir medo. Neste trabalho foram avaliados dois ordenhadores, onde um se apresentava neutro e o outro apresentava um comportamento agressivo. O estudo concluiu que os animais mantinham uma distância de fuga maior do ordenhador agressivo, ou seja, elas memorizaram e o identificaram como um perigo. Outro estudo realizado na UFPR com codornas japonesas de postura avaliou o comportamento compensatório de aves que foram criadas confinadas em gaiolas industriais e depois colocadas em um ambiente mais confortável. Observou-se durante a pesquisa que essas aves, no novo ambiente, exerciam atividades como ciscar e tomar banhos de areia na maior parte do tempo, e a isso se dá o nome de comportamento compensatório. Elas exerciam tais comportamentos com maior frequência que aves que foram criadas em um ambiente hostil.

Mesmo com inúmeras comprovações, em dezembro de 2012, um grupo de neurocientistas canadenses, chefiados pelo doutor Philip Low, realizou um novo teste. Ao fazer estudos comparados entre o cérebro humano ao de um animal, a equipe concluiu e subscreveu um manifesto ao mundo científico que os animais possuem consciência como todos nós.   Inclusive, emoções, sentimentos, o que, na verdade, já se sabia empiricamente.   Agora, há respaldo científco. Low citou também algo marcante: “Agora, não poderemos mais dizer que não sabíamos”.

Hoje, finalmente, sabemos que os animais começam a ser vistos com mais respeito, principalmente, por parte de nossa sociedade, e, inclusive, a cada dia que passa, novos adeptos e simpatizantes da causa em sua defesa surgem, aumentando o contingente de pessoas defensoras dos animais. Os governantes, a partir de agora, terão que atender ao clamor popular a favor dos animais, defendendo leis mais rígidas, em substituição à atual, tão incipiente e não punitiva para crimes de maus-tratos.

No momento a Lei federal 9.605/98, artigo 32, que ampara e protege os animais ainda é tímida, superficial, incipiente, não punindo os que mutilam, abandonam, maltratam. Contudo, comissões na defesa dos animais surgem a todo instante, como a Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil (CPDA/OAB), assim como comissões da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) e Câmara Municipal.

Afim de informação, o artigo 32 dispõem sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, além de aplicar outras providências (que, infelizmente, não são aplicadas na prática):

Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:
Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.
§ 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.
§ 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

Ao reconhecermos o sofrimento animal, temos a obrigação ética e moral de evitar o seu sofrimento desnecessário. Segundo as palavras de Charles Darwin: “Não existe nenhuma diferença fundamental entre o ser humano e os animais superiores em termos de faculdades mentais. A diferença entre a mente de um ser humano e de um animal superior é certamente em grau e não em tipo”. Portanto, cabe a cada um de nós, leitores conscientes, sencientes e informados, evitar aquela postura simplista de se “não temos certeza, então não existe”. A senciência existe e deve ser respeitada.

Fonte: www.caopanheirolabra.com

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Xixi no mar - Permitido ou não


Estamos no verão e num país com o litoral tão grande como o nosso, o destino certo em um dia ensolarado é a praia. A diversão é regra. Você come bastante, bebe várias águas de coco e dá aquele mergulho esperto. Enquanto você se diverte, o seu corpo continua trabalhando normalmente e de repente o chamado: uma vontade imensa de fazer xixi.

Que tal ir até o mar e fazer ali mesmo? Você ainda se sente culpado por isso? Não tem problema e as razões são bem simples. Primeiro: urina é quase água. 95% da urina é água e mais, em um litro de urina também excretamos de um a dois gramas de íons cloreto e de sódio. Água e cloreto de sódio são os principais ingredientes da água do mar e por incrível que pareça, ele tem a porcentagem bem parecida de cada uma das principais substâncias químicas da urina.

Outra molécula excretada na urina de humanos (e também em outros mamíferos) é a ureia. A ureia é uma molécula que carrega Nitrogênio, portanto, lembrem-se, elas são o resto de proteínas que foram destruídas. As proteínas do corpo se renovam e temos que nos livrar das antigas. Porém, um pouco de ureia no mar é como uma gota no Oceano, literalmente. Por exemplo, você imagina quantos litros de água do mar existe no Oceano Atlântico? Estima-se que são 350 quintilhões de litros!

Vou escrever para você ter uma noção: 350.000.000.000.000.000.000!

Ainda não entendeu como isto é grande. Um exemplo prático. Se toda a população mundial (7 bilhões de pessoas), urinassem no Oceano Atlântico (média de 0,3 litros) existiriam apenas 60 partes por trilhão de ureia no Oceano. E ainda assim, esta ureia é degradada em amônia que é essencial para a vida nos Oceanos fornecendo Nitrogênio para os organismos marinhos.

E pra terminar, todos os animais que vivem no mar fazem xixi lá dentro da água mesmo. A baleia azul, que é um mamífero como a gente, elimina mais de 250 litros de urina por dia. Então, não se preocupe em fazer xixi dentro do mar. Preocupe-se com coisas mais importantes como o lixo que você levou pra praia. Copos e embalagens plásticas demoram anos para se degradar. Deixe somente suas pegadas na areia.



Fonte: www.biologiatotal.com.br

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Ciclo Hidrológico


No Planeta Terra, dois terços da superfície, ou 71% são cobertos por água. De toda a água existente na Terra, apenas 2,5% é doce, sendo que 70% estão nas geleiras polares assim restando 0,75% para dividir entre 7 bilhões de humanos.

De acordo com a Organização das Nações Unidas, no último meio século, a disponibilidade de água por ser humano diminuiu 60%, enquanto que a população aumentou 50%. No Brasil 58% dos municípios não tem água tratada. Cada pessoa vive bem usando cerca de 40 litros diários de água. Só no Brasil a cota média utilizada é de 200 litros diários. O destino da água em casa (200 litros diários): 33% descarga de banheiro; 27% consumo (cozinhar, beber água); 25% higiene (banho, escovar os dentes); 12% lavagem de roupa; 3% outros (lavagem de carro). O que mostra que, quanto mais rico em água é um país, maior é a falta de consciência de que este recurso pode um dia estar escasso.

Teoricamente, o Brasil não deveria se preocupar com a falta de água. O problema é a má distribuição geográfica. Infelizmente, 78% da água do país se concentra na região norte, a mais desabitada. Não há como sair dessa situação, a não ser a conscientização de poupar hoje para não faltar depois.

As instituições governamentais ignoram que quase 70% da água que não chegam às torneiras são decorrentes dos vazamentos. Por causa da seca que o país vem enfrentando, é necessário economizar luz elétrica. O Ministério de Minas e Energia determinou o racionamento de energia elétrica, uma vez que os reservatórios de água estão muito abaixo de suas capacidades normais.

Desde que a vida surgiu na Terra, há pouco mais de 3,5 bilhões de anos, a água foi fundamental como base da alimentação dos organismos e como meio de desenvolvimento de plantas e animais. A água é tão bem aproveitada que, ao longo de milhões de anos, o mesmo estoque original em movimento alimenta rios, lagos e aquíferos, no chamado ciclo hidrológico.

Ciclo Hidrológico é o movimento da água entre os continentes, oceanos e a atmosfera. Na atmosfera, o vapor da água em forma de nuvens pode ser transformado em chuva, neve ou granizo, dependendo das condições do clima. Essa transformação provoca o que se chama de precipitação.

Pode definir-se ciclo hidrológico como a sequência fechada de fenômenos pelos quais a água passa do globo terrestre para a atmosfera, na fase de vapor, e regressa àquele, nas fases líquida e sólida. A transferência de água da superfície do Globo para a atmosfera, sob a forma de vapor, dá-se por evaporação direta, por transpiração das plantas e dos animais e por sublimação (passagem direta da água da fase sólida para a de vapor).

A energia solar é a fonte da energia térmica necessária para a passagem da água das fases líquida e sólida para a fase do vapor; é também a origem das circulações atmosféricas que transportam vapor de água e deslocam as nuvens.

A precipitação ocorre sobre a superfície do planeta, tanto nos continentes como nos oceanos. Nos continentes, uma parte das precipitações é devolvida para a atmosfera, graças à evaporação, outra parte acaba desaguando nos oceanos depois de percorrer os caminhos recortados pelos rios.

Os oceanos, portanto recebem água de duas fontes: das precipitações e do desaguamento dos rios, e perdem pela evaporação. Na atmosfera, o excesso de vapor sobre os oceanos são transportadas para os continentes, em sentido inverso ao desaguamento.

A precipitação é alta na zona equatorial, especialmente sobre as florestas tropicais e no Oceano Pacífico. Nas regiões sob a influência das altas subtropicais, a precipitação é baixa; já na zona temperada, existem regiões de precipitação relativamente alta, onde predominam os sistemas frontais. Na zona polar, as precipitações são baixas.

A evaporação é alta nos oceanos que estão sob a influência das altas subtropicais. Nos oceanos equatoriais, onde a precipitação é abundante, a evaporação é menos intensa. Nos continentes, a evaporação máxima ocorre na zona equatorial. Lembramos que, na contabilidade global, chove mais nos continentes que nos oceanos, e os oceanos evaporam mais que os continentes. Nos continentes, os locais onde a precipitação é abundante possuem florestas e onde há escassez de precipitação, estão os desertos. Explorar a relação entre as características climáticas, tais como precipitação, temperatura e altitude, com os tipos de vegetação, faz parte da Biogeografia.

As fontes de vapor são as regiões que "exportam" vapor; os sumidouros, que "importam". Podemos notar que: as principais fontes de vapor estão localizadas nos oceanos subtropicais; os sumidouros de vapor estão na zona equatorial e em regiões da zona temperada; o transporte de vapor ocorre das fontes para os sumidouros. Quando certa quantidade de vapor é submetida a baixas temperaturas ela passa para a forma líquida, assim é que nascem as nuvens. As gotículas de água formam-se quando o vapor condensa sobre a superfície de partículas muito pequenas, chamadas de núcleos de condensação. Após certo tempo as gotículas tornam-se grandes, formando uma gotícula de nuvem.

Coalescência - as gotículas maiores, tendo maior velocidade de queda em relação às outras, colidem com as menores que estão em seu caminho. Em linguagem informal, as gotículas maiores "atropelam", as menores, ocorrendo o que se pode chamar de coalescência. As gotículas de nuvem, através do processo de colisão e coalescência, crescem até atingir o tamanho de gotas. Ao deixar a base da nuvem, essas gotas são chamadas de gotas de chuva e iniciam sua queda em direção à superfície.

Mas para que o ciclo hidrológico não se altere, é preciso preservar as florestas, nas quais os mananciais ficam protegidos, e os oceanos, de onde evapora boa parte da água que abastece, mais tarde, rios, lagos, e mananciais. Com isto, gera um grande problema, o homem gasta à toa, suja, envenena e não preserva os ecossistemas que poderiam alimentar os organismos aquáticos. Se continuar assim, vai ter de disputar as últimas gotas a peso de ouro.

* CASO QUEIRAM VER A FOTO MAIOR CLIQUEM NELA

Fonte: Ambiente Brasil

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Política Ambiental


Política Ambiental é um conjunto de ações ordenadas e práticas tomadas por empresas e governos com o propósito de preservar o meio ambiente e garantir o desenvolvimento sustentável do planeta. Esta política ambiental deve ser norteada por princípios e valores ambientais que levem em consideração a sustentabilidade.

Importância

Atualmente, quase todos os governos e grandes empresas possuem políticas ambientais. Além de mostrar para os cidadãos e consumidores quais são os princípios ambientais seguidos, as políticas ambientais servem para minimizar os impactos ambientais gerados pelo crescimento econômico e urbano.

Estas políticas são, portanto, importantes instrumentos para a garantia de um futuro com desenvolvimento e preservação ambiental. São também fundamentais para o combate ao aquecimento global do planeta (verificado nas últimas décadas), redução significativa da poluição ambiental (ar, rios, solo e oceanos) e melhoria na qualidade de vida das pessoas (principalmente dos grandes centros urbanos).

Ações práticas de uma política ambiental

- Adoção de processos de reciclagem.
- Ações que visem à redução do consumo de energia.
- Ações práticas para evitar o desperdício de água, incentivando o seu consumo racional.
- Planejamento urbano adequado por parte dos governos. Nestas ações são importantes a preservação de áreas verdes e projetos de arborização urbana.
- Uso, sempre que possível, de fontes de energia limpa como, por exemplo, eólica e solar.
- As empresas que geram qualquer tipo de poluição em seu processo produtivo devem adotar medidas eficazes para que estes poluentes não sejam despejados no meio ambiente (ar, rios, lagos, oceanos e solo).
- As empresas devem criar produtos com baixo consumo de energia e, sempre que possível, usar materiais recicláveis.
- Criação de projetos governamentais voltados para a educação ambiental, principalmente em escolas.
- Implantação das normas do ISO 14000 e obtenção do certificado.

Dica importante

Acessando sites de grandes empresas é possível conhecer suas políticas ambientais. Esta ação é importante, pois o consumidor poderá saber de que forma a empresa trata o meio ambiente. Serve, portanto, de mais uma informação voltada para a definição do consumo consciente.

Fonte: www.suapesquisa.com

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Degradação no Ambiente e a Consequência na Saúde da População


O homem não é apenas um ser social, é também político. Levando isso em conta nasce à ecologia política com a junção da dependência da natureza, as transformações com seus prós e contras e a autonomia em todos os campos da sociedade com o “pensar globalmente, agir localmente”. Essa máxima emergiu nos anos 1970, juntando as relações entre a natureza e a política, a economia e o social. Como os recursos naturais usados estão em declínio, à economia ecológica surgiu para gerar uma nova acepção de que a natureza é mais importante, pois toda indústria depende dela, passando a aliar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental. Como elas ainda não são muito aplicadas ocorre, à exploração dos recursos naturais inconscientemente, afetando não só a natureza como também as populações.

A economia ecológica e a ecologia política contribuem para o desenvolvimento econômico, pois possuem um papel fundamental na saúde coletiva ao alertarem para a degradação sócio ambiental que se agrava com o comércio ambiental. A inclusão de dimensões políticas, econômicas, culturais e ecológicas para resolver os problemas da saúde pública denomina-se ecossistêmica em saúde. A economia não deve apenas financiar a saúde e sim aproximar da economia internacional com as suas consequências éticas, políticas, ecológicas e sanitárias, também deve propor debates sobre as consequências negativas da globalização.

A economia ecológica busca novos referenciais para a sustentabilidade, produzidos por ecologistas juntamente com economistas. Um dos novos índices e indicadores de sustentabilidade é a pegada ecológica que visa melhorar o metabolismo social, a desmaterialização, degradação sócio ambiental e instrumentos da política ambiental.

Um dos grandes instrumentos para indicar a sustentabilidade é o perfil metabólico de um país e uma das maneiras de se medir isso é pela perda de biodiversidade. Mas os produtos de consumo de países importadores, muitas vezes baratos demais causam danos ambientais nos países exportadores.

Os movimentos ambientalistas e sociais surgiram em meados dos anos 1980, a partir daí a ecologia política se fortaleceu. Sendo caracterizada por um campo de discussões teóricas e políticas que estuda os conflitos sócio ambientais, auxiliando também os movimentos pela justiça ambiental a partir de analises de desigualdades em processos econômicos e sociais.

Há vários exemplos de conflitos sócio ambientais como: os conflitos de distribuição ecológica que são ligados ao acesso a recursos e serviços naturais e aos danos causados pela poluição; os conflitos de extração dos materiais e da produção da energia utilizada concentrados nos países exportadores; descartes de rejeitos e a poluição, que também estão relacionados os aterros sanitários, a incineração de lixo e a exportação de lixo; e um dos mais recentes é o incentivo ao uso de oceanos, de florestas, do solo e da atmosfera para fins de sequestro de carbono. Todos esses tipos de conflitos podem estar relacionados em níveis locais, regionais ou até mesmo globais, isso se dá por causa das desigualdades no comércio nacional e internacional. E também podem estar relacionados com movimentos pela justiça ambiental.

A saúde pública está totalmente interligada com esses conflitos, as desigualdades econômicas e sociais existentes sempre acabam afetando a saúde da população. O desenvolvimento em certas regiões como na Amazônia, pode parecer produtivo e gerador de riquezas para certos empresários, porém ele pode ser prejudicial para a saúde dos ecossistemas e de vários grupos populacionais.

Os problemas locais e globais estão cada vez mais conectados, um exemplo é a extração desproporcional do petróleo, ela causa mais emissões de dióxido de carbono na atmosfera, mais isso não prejudica somente o local, também acaba prejudicando o global - por alterar as temperaturas climáticas que afetam o mundo todo. Portanto a saúde pública tem como finalidade fornecer indicadores relacionados à vida das populações que evitam os reducionismos ilusórios do progresso econômico. A sua interação com a economia ecológica e a ecologia política pode contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e democrática, cujos processos de desenvolvimento sejam sustentáveis.

Estudos relacionados ao meio ambiente são muito importantes para a saúde pública, um ambiente que está degradado ou com muita concentração de lixo é um local inadequado para a sobrevivência de qualquer espécie até mesmo do ser humano, um grande exemplo são os aterros sanitários que prejudicam demais a saúde da população mais pobre. O exemplo mais recente relacionado à saúde pública é a dengue, que está afetando pessoas em todo o país.

Ao estudarmos o meio ambiente notamos que o mesmo, está totalmente relacionado com a saúde da população visto que muitas doenças estão totalmente relacionadas. O homem é quem causa a maioria das más condições no ambiente e é por isso que existem muitas destas doenças, não somente em níveis locais, mais também chegam a níveis globais, porém como os países ricos possuem muito mais recursos que os países pobres, a diferença não somente na cura, como também na prevenção dessas doenças, acaba sendo gigantesca. O homem visa muito mais o lucro e deixa de lado a saúde da população e também o meio ambiente.

Todo profissional, deve conhecer o meio ambiente, pois qualquer ação que o homem faça,vai impactá-lo. Principalmente para o profissional da saúde, uma vez que está totalmente ligada com o ambiente, pois para a promoção de ações para solução de problemas de saúde pública é preciso conhecer o ambiente, os animais, as pessoas que habitam e os profissionais do entorno. Essas doenças locais não estão somente ligadas às condições ambientais, mas também ao saneamento, aos hábitos de higiene dos moradores, a falta de cuidado, os desleixos delas e também a negligência das autoridades. Assim, os processos de desenvolvimentos econômicos e sociais, quando não bem organizados e elaborados, são perigosos e podem afetar a saúde de todas as pessoas, pois preservam os ambientes que os interessam e o resto como não importam nem um pouco acabam degradando, fazendo com que muitas doenças endêmicas das florestas sejam liberadas e que milhões de pessoas sofram essas e outras consequências.



Fonte: www.ecologiaurbanacwb.blogspot.com.br

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Reciclagem de Papel


O papel é um dos produtos mais utilizados nas tarefas do cotidiano. Quando não está sendo mais utilizado, pode passar por um processo de reciclagem que garante seu reaproveitamento na produção do papel reciclado. O papel reciclado tem praticamente todas as características do papel comum, porém sua cor pode variar de acordo com o papel utilizado no processo de reciclagem.

Importância

A reciclagem do papel é de extrema importância para o meio ambiente. Como sabemos, o papel é produzido através da celulose de determinados tipos de árvores. Quando reciclamos o papel ou compramos papel reciclado estamos contribuindo com o meio ambiente, pois árvores deixaram de ser cortadas. Não podemos esquecer também, que a reciclagem de papel gera renda para milhares de pessoas no Brasil que atuam, principalmente, em cooperativas de catadores e recicladores de papel.

Além de ser de origem renovável, o papel está entre os produtos que apresentam maior taxa de reciclagem no Brasil.

É importante ressaltar que grande quantidade de aparas de papel reciclável é utilizada na fabricação de outros produtos, como telhas, sem ser computada nas estatísticas de recuperação. Além disso, também não se excluem os papéis que não são passíveis de reciclagem, como os higiênicos, que contém impurezas. Se esses quesitos passassem a ser avaliados, a taxa de recuperação subiria expressivamente.

A reciclagem é tradicional no setor papeleiro. As fábricas são abastecidas por uma grande rede de aparistas, cooperativas e outros fornecedores de papel pós-consumo que fazem a triagem, a classificação e o enfardamento do material. A cadeia produtiva que envolve a atividade gera empregos e renda, movimentando a economia.

Sob o ponto de vista econômico, a atividade reduz os custos de produção, distribui riquezas e promove a recuperação de matérias-primas que serão novamente inseridas no ciclo de consumo.

Como todo papel produzido no Brasil tem origem na celulose de florestas plantadas de pinus e eucalipto, o processo de reciclagem tem origem em uma fonte de recursos renováveis. Ou seja, depois de utilizadas, as fibras dessas árvores se transformam novamente em matéria-prima para a fabricação de novo produto.

Ainda em relação ao meio ambiente, a reciclagem, aliada a outros fatores, como o uso de resíduos para aproveitamento energético e plantio de florestas que absorvem carbono da atmosfera, contribui para um balanço ambiental positivo como resultado da produção de celulose e papel.

Além disso, a recuperação do material após o consumo ajuda a diminuir o volume de detritos a ser descartado em lixões e aterros sanitários já saturados. Pelo alto poder calorífico, o papel pode ser utilizado na reciclagem energética, característica que deverá ganhar importância no futuro próximo.

A reciclagem poderia ser ainda maior com políticas públicas de incentivo do governo, iniciativas empresariais, maior organização dos trabalhadores que recolhem os materiais e novas atitudes do consumidor.

Coleta

Uma das etapas mais importantes no processo de reciclagem de papel é a separação e coleta seletiva do papel. Nas empresas, condomínios e outros locais existem espaços destinados ao descarte de papel.

Tipos de papéis recicláveis

Tipos de papel que podem ser reciclados: papel sulfite, papelão, caixas de embalagens de produtos, papel de presente, folhas de caderno, entre outros.

Como fazer papel reciclado em casa (reciclagem caseira):
1º - Separe o papel que não está mais sendo utilizado, recorte em pequenos pedaços e coloque num recipiente com água. Deixe assim durante um dia completo.
2º - Pegue este papel molhado e bata num liquidificador ou mexa bastante até dissolver e virar uma espécie de massa.
3º - Coloque essa massa espalhada (no formato fino) numa espécie de rede fina e cubra com um peso que terá a função de prensar.
4º - Depois de 24 horas, retire o peso e deixe o papel secar, de preferência em ambiente seco ou ao sol. 

Consumo consciente

Reduzir o desperdício de papel e adotar hábitos para a separação do material reciclável nas residências. Essas práticas contribuem para melhorar a qualidade e a homogeneidade das fibras que retornam às indústrias. Também é importante a coleta seletiva e a triagem dos resíduos recicláveis, sem a contaminação por matéria orgânica tais como restos de comida e outras impurezas.

É importante ressaltar que o papel não pode ser reciclado infinitas vezes, pois as fibras perdem a resistência e as características que definem o tipo do papel. Por isso, será sempre necessário o uso de fibras virgens originárias das florestas plantadas para viabilizar a produção e atender às necessidades de consumo da população.

Fonte: www.suapesquisa.com

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Reciclagem de Vidro


A reciclagem sempre teve grande destaque na indústria vidreira, e ganhou força nos últimos anos com os investimentos para promover e estimular o retorno da embalagem de vidro descartável como matéria-prima. Com um quilo de vidro se faz outro quilo de vidro, com perda zero e sem poluição para o meio ambiente. Além da vantagem do reaproveitamento de 100% do caco, a reciclagem permite poupar matérias-primas naturais, como areia, barrilha, calcário etc.

O vidro é um dos produtos mais utilizados nas tarefas do dia-a-dia. Ao ser descartado por pessoas e empresas, pode passar por um processo de reciclagem que garante seu reaproveitamento na produção do vidro reciclado. O vidro reciclado tem praticamente todas as características do vidro comum. Ele pode ser reciclado muitas vezes sem perder suas características e qualidade.

Importância

A reciclagem do vidro é de extrema importância para o meio ambiente. Quando reciclamos o vidro ou compramos vidro reciclado estamos contribuindo com o meio ambiente, pois este material deixa de ir para os aterros sanitários ou para a natureza (rios, lagos, solo, matas). Não podemos esquecer também, que a reciclagem de vidro gera renda para milhares de pessoas no Brasil que atuam, principalmente, em cooperativas de catadores e recicladores de vidro e outros materiais reciclados.

Coleta seletiva e separação

Uma das etapas mais importantes no processo de reciclagem de vidro é a separação e coleta seletiva do vidro. Nas empresas, condomínios e outros locais existem espaços destinados ao descarte de vidro.
Uma das primeiras etapas no processo de reciclagem do vidro é sua separação por cores (âmbar, verde, translúcido e azul) e tipos (lisos, ondulados, vidros de janelas, de copos, etc). Esta separação é de extrema importância para a fabricação de novos objetos de vidro, pois garante suas características e qualidades.

Tipos de vidros recicláveis

- Garrafas de sucos, refrigerantes, cervejas e outros tipos de bebidas;
- Potes de alimentos
- Cacos de vidros
- Frascos de remédios
- Frascos de perfumes
- Vidros planos e lisos
- Para brisas
- Vidros de janelas
- Pratos, tigelas e copos (desde que não sejam de acrílico, cerâmica ou porcelana).

Curiosidade

A principal matéria-prima usada na produção de todos os tipos de vidro é a sílica (dióxido de silício). O vidro é a embalagem mais amiga da natureza. Os benefícios da reciclagem do vidro são inúmeros e incluem não só a preservação do meio ambiente e sua qualidade como material e embalagem, mas também a viabilidade econômica e a geração de empregos.

Fonte: www.suapesquisa.com

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Reciclagem de Alumínio e outros Metais


Reciclar significa transformar objetos materiais usados em novos produtos para o consumo. Esta necessidade foi despertada pelos seres humanos, a partir do momento em que se verificaram os benefícios que este procedimento trás para o planeta Terra.

No processo de reciclagem, que além de preservar o meio ambiente também gera riquezas. Esta reciclagem contribui para a diminuição significativa da poluição do solo, da água e do ar. Muitas indústrias estão reciclando materiais como uma forma de reduzir os custos de produção.

Alumínio

O alumínio é um metal reciclável que gera bom retorno financeiro para os trabalhadores e empresas que atuam nesta área. O processo de reciclagem consiste na reutilização do alumínio para a confecção de novos produtos.

Grande parte do alumínio que é reciclado no Brasil tem como origem as latas de refrigerantes, cervejas e sucos. Porém, outros produtos fabricados de alumínio podem ser reciclados como, por exemplo, esquadrias, janelas, portas, componentes de eletrodomésticos, sobras das indústrias, estruturas de boxes, cadeiras, mesas e etc.

Vantagens para o meio ambiente

As latas de alumínio são usadas em larga escala pelas indústrias. Caso estas latinhas não fossem recicladas, seus prováveis destinos de descarte seriam os aterros sanitários ou, na pior das hipóteses, rios e terrenos. Como elas levam entre 100 e 500 anos para se decompor no solo, a poluição gerada por elas seria imensa com grandes prejuízos ambientais. Portanto, a reciclagem destas latas é de fundamental importância para o meio ambiente.

Vantagens sociais e econômicas

Milhares de catadores de materiais recicláveis, organizados em cooperativas, vivem atualmente desta atividade. Grande parte da renda destes trabalhadores tem como origem a reciclagem de latinhas de alumínio. Portanto, esta atividade é importante na geração de emprego e renda no Brasil. Vale lembrar também que há no Brasil muitas empresas de reciclagem de alumínio. Estas empresas também geram muitos empregos.

Vale ressaltar também que o processo de reciclagem de alumínio é muito mais barato e consome menos energia do que a produção primária deste metal (usando a mineração da bauxita, que é a matéria-prima).

Etapas do processo de reciclagem do alumínio

1º - As latas e outros materiais de alumínio, que já foram usados e descartados, são encaminhados para a reciclagem. A coleta seletiva do lixo é de fundamental importância nesta etapa inicial, pois separa o lixo orgânico do reciclável.
2º - Ocorre a separação das impurezas;
3º - Todo alumínio é picotado;
4º - Este material já limpo é fundido a 700ºC;
5º - O processo de fundição (derretimento) gera o alumínio líquido;
6º - O alumínio líquido é transformado em lingotes ou chapas de alumínio. Estes são vendidos para as indústrias que fabricam produtos e embalagens de alumínio. Assim, o material retorna a cadeia produtiva.

Do descarte a reutilização (fabricação de produtos com alumínio reciclável), o processo dura de 30 a 40 dias.

Você sabia

- A reciclagem de um quilo de alumínio economiza a extração de cerca de quatro quilos do minério bauxita (matéria-prima).

- O processo de reciclagem de alumínio utiliza apenas cerca de 7% da energia elétrica usada na produção primária deste metal.

- Para gerar um quilo de alumínio são necessárias cerca de 75 latinhas de refrigerante, suco ou cerveja.

Reciclagem de alumínio no Brasil

Entre os países em que a reciclagem deste metal não é obrigatória, o Brasil é o maior reciclador de alumínio do mundo. Cerca de 96% do alumínio produzido em nosso país volta para a cadeia produtiva através do processo de reciclagem. São cerca de 350 mil toneladas de alumínio que passam pelo processo de reciclagem em nosso país anualmente.

Outros metais

O metal é um dos produtos mais utilizados nas tarefas do dia-a-dia. Encontramos embalagens de metais, fios e outros produtos metálicos em diversos produtos. Ao ser descartado por pessoas e empresas, pode passar por um processo de reciclagem que garante seu reaproveitamento na produção do metal reciclado. O metal reciclado tem praticamente todas as características do metal comum. Ele pode ser reciclado muitas vezes sem perder suas características e qualidade. O alumínio, por exemplo, pode ser usado sem limites. O aço após ser reciclado volta para a cadeia produtiva para ser transformado em latas e peças automotivas, por exemplo.

Importância

A reciclagem do metal é de extrema importância para o meio ambiente. Quando reciclamos o metal ou compramos metal reciclado estamos contribuindo com o meio ambiente, pois este material deixa de ir para os aterros sanitários ou para a natureza (rios, lagos, solo, matas). Não podemos esquecer também, que a reciclagem de metal gera renda para milhares de pessoas no Brasil que atuam, principalmente, em cooperativas de catadores e recicladores de metal e outros materiais reciclados. O metal tem um alto valor para a reciclagem.

Coleta seletiva

Uma das etapas mais importantes no processo de reciclagem de metal, a separação e coleta seletiva do metal. Nas empresas, residências e outros locais existem espaços destinados ao descarte de metal.

Separação no processo de reciclagem

Na primeira fase do processo de reciclagem de metal, os mesmos são separados por tipos e características. Desta forma, alumínio, cobre, aço e ferro passam por processos de reciclagem diferentes.

Tipos de metais recicláveis

- Latas de alumínio (refrigerante, cerveja, etc) e aço (latas de sardinha, molhos, óleo, etc)
- Arames, pregos, parafusos
- Fios de metal
- Tampas de metal
- Tubos de pasta
- Panelas sem cabo
- Arames
- Chapas de metal
- Objetos de alumínio (janelas, portas, portões, etc)
- Fios e objetos de cobre;
- Ferragens
- Canos de metal
- Molduras de quadros
- Tampinhas de garrafa
- Tampas metálicas de potes de iogurtes, margarinas, queijos, etc
- Papel alumínio

Como podemos observar, se o homem souber utilizar os recursos da natureza, poderemos ter, muito em breve, um mundo mais limpo e mais desenvolvido. Desta forma, poderemos conquistar o tão sonhado desenvolvimento sustentável do planeta.

Fonte: www.suapesquisa.com

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Reciclagem de Garrafas PET


O politereftalato de etileno, mais conhecido como PET, é um tipo de plástico muito utilizado na fabricação de garrafas (refrigerantes, água, sucos, óleos e etc.) e de alguns tipos de tecidos. Do ponto de vista químico, o PET é um polímero termoplástico. Uma das grandes vantagens do PET é que ele pode ser reprocessado várias vezes, facilitando e favorecendo seu processo de reciclagem e uso contínuo na cadeia produtiva.

A importância da reciclagem do PET

Com o uso em grande escala das garrafas PET, principalmente a partir da década de 1990, surgiu um problema ambiental sério. Muitas destas garrafas eram descartadas e acabam parando em terrenos, rios, esgotos, mares e matas. Como este material pode se manter até 750 anos na natureza, tornou-se de fundamental importância a sua coleta e reciclagem.

Além de favorecer o meio ambiente, a reciclagem de garrafas PET gera empregos nas cooperativas de catadores de lixo reciclável e também nas empresas que trabalham diretamente com o processo de reciclagem e produção de matéria-prima a partir de embalagens PET. Ao invés de ficar poluindo o meio ambiente, o material pode voltar a cadeia produtiva.

A grande quantidade de lixo acumulado em lixões e aterros e disposto erroneamente em locais inapropriados gera inúmeros problemas para a cidade, para a população e para o meio ambiente. Exemplos de materiais que mais persiste no solo (por não ser muito degradável) e que é amplamente consumido no mercado atual são produtos à base de um plástico chamado politereftalato de etileno, também conhecido como produtos PET, usado principalmente na confecção de garrafas de refrigerante, água, óleo entre outros.

Os plásticos PET são poucos perecíveis e muito utilizados hoje em dia, sem dizer que sua produção é altamente poluidora por ser um derivado do petróleo e liberar gases tóxicos e intensificadores do efeito estufa, tornando-os grandes inimigos do meio ambiente. Além dos prejuízos causados em suas produções e no consumo do petróleo (que é um combustível fóssil usado constantemente por vários tipos de indústria e esgotável) e de energia usada na indústria, as garrafas PET impermeabilizam camadas de lixo, tornando mais difícil os processos de degradação e decomposição por bactérias e outros micro-organismos e acumulando cada vez mais lixo. Então, a necessidade cada vez mais emergente de reciclar esses produtos é real e imediata.

Com tantos malefícios trazidos pelo despejo de garrafas PET, há também grandes benefícios com sua reciclagem, que é relativamente fácil de se realizar e existem diversos usos para esse material reciclado, como na indústria têxtil (na fabricação de camisas), em móveis e utensílios domésticos, como abajures, porta lápis, vasos de plantas, porta guardanapos, artesanatos em geral e outros usos sustentáveis, como aquecedores solares de baixo custo, utilizando garrafas PET, iluminação à luz solar, coletores de água da chuva.

Tendo em vista o baixo grau de degradabilidade, os altos índices poluidores, a facilidade e os inúmeros usos e benefícios da reciclagem desse material torna-se imprescindível sua reutilização e reciclagem. Para diminuir a quantidade de produtos à base de PET nos aterros e lixões e o consumo desses produtos, sem dizer no alto grau de reaproveitamento desses materiais, a melhor solução encontrada é a reciclagem, pois é extremamente eficiente em todos os fatores. A reciclagem de garrafas PET passa pelos seguintes processos:

1º) As embalagens PET passam por um processo de lavagem e prensagem;
2º) Os fardos de PET passam por um processo de trituração, resultando em flocos;
3º) Os flocos passam por um processo conhecido como extrusão, resultando em grãos;
4º) Os grãos (resultado do processo de reciclagem), são transformados em fios de poliéster ou produtos plásticos como, por exemplo, embalagens.



Fonte: www.licenciamentoambiental.eng.br

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Reciclagem do Isopor


O Poliestireno Expandido – EPS, mais conhecido como isopor é uma matéria-prima nobre para ser jogada no lixo, e de olho nesse potencial, é que o material tem sido cada vez mais reciclado no Brasil, para voltar à cadeia produtiva e também colaborar com a proteção do meio ambiente.

Ele está presente em nossas vidas de diversas formas, seja na bandeja de alguns produtos no supermercado, na proteção da TV nova ou até na decoração da festinha de aniversário das crianças. O isopor, nome comercial do poliestireno expandido (EPS), é um material essencial nos dias de hoje e que todo mundo conhece. O que pouca gente sabe é que esse tipo de plástico pode ser 100% reciclado.

Feita a partir de um derivado do petróleo, essa espuma possui de 97% de seu volume constituído de gases. Inodoro, reciclável, não poluente e fisicamente estável, o isopor se popularizou no mundo todo e possui inúmeras serventias.

Mas o que acontece com o material após o uso? Por não saber da possibilidade de reciclagem, muita gente nem cogita separar o isopor junto com os demais recicláveis, como vidro, papel e metal. Uma pesquisa feita pela empresa de embalagens Meiwa, de São Paulo, apontou que apenas 7% dos brasileiros sabem que o isopor é totalmente reciclável.

Como consequência, o material acaba indo parar no lixo comum, e segue para os aterros e lixões de todo o país. Apesar de não possuir substâncias que poluam o meio ambiente, o isopor pode dificultar a decomposição de materiais biodegradáveis e impedir a penetração da água no solo. Por ocupar um grande volume, ele também reduz a vida útil dos aterros.

O material pode ser reciclado de três formas: através da reciclagem mecânica, que transforma o produto em matéria prima para a fabricação de novos produtos (exemplo: rodapé e moldura para quadros); da reciclagem energética, que usa o poliestireno para a recuperação de energia, devido ao seu alto poder calorífico; e da reciclagem química, que reutiliza o plástico para a fabricação de óleos e gases. Mas vale lembrar que para ser reciclado ele deve estar limpo e não pode conter partes metálicas, adesivos ou papel.

Reciclagem

A solução, portanto, é a reciclagem, que pode ser feita de três formas. A reciclagem mecânica transforma o isopor em matéria-prima para a fabricação de novos produtos. A energética usa o poliestireno para a recuperação de energia, devido ao seu alto poder calorífico. Já a reciclagem química reutiliza o plástico para a fabricação de óleos e gases.

Ao ser queimado em usinas térmicas para a geração de energia, o poliestireno se transforma em gás carbônico e vapor d’água, o que representa pouco risco à saúde humana e ao meio ambiente.
A reciclagem mecânica é a forma mais comum de reaproveitar o material. O processo acontece geralmente em três etapas:

1 - Na primeira, o isopor é recolhido e separado pela coleta seletiva e encaminhado para as cooperativas de reciclagem.

2 - Já limpo e segregado, o isopor passa por uma máquina que retira o gás presente em seu interior, formando o material em fardos compactos ou tarugos, que seguirão para a recicladora.

3 - Chegando ao local da reciclagem, os EPS são triturados, derretidos e granulados, voltando a ser uma matéria prima que poderá ser utilizada na fabricação de diversos produtos, como molduras para quadros, objetos decorativos, solado plástico para calçados, rodapés, brinquedos, peças técnicas e até insumo para concreto leve. O isopor reciclado só não pode ser utilizado para embalar alimentos.

Agora que você já sabe que o isopor pode ser reciclado, nada de jogá-lo no lixo comum. Após o uso, lave-o e jogue-o no coletor vermelho, próprio para plásticos.



Fonte: www.ecodesenvolvimento.org